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Estado de Minas

Ex-presidente salvadorenho asilado na Nicarágua tem prisão decretada


postado em 08/06/2018 20:12

A Procuradoria salvadorenha decretou a prisão do ex-presidente Mauricio Funes (2009-2014), atualmente asilado na Nicarágua e acusado de corrupção pelo desvio de 351 milhões de dólares durante a sua gestão, informou o procurador-geral Douglas Meléndez nesta sexta-feira (8).

Também ordenou a detenção de quase 30 pessoas, entre ex-funcionários do gabinete de Funes e outras pessoas próximas ao ex-presidente, explicou Meléndez, sem detalhar quantas pessoas foram presas, pois argumentou que algumas delas estão fora do país.

"Lamento informar ao povo salvadorenho que no governo do ex-presidente Mauricio Funes houve graves e indignantes atos de corrupção, nos quais extraíram fundos públicos de uma ordem aproximada de 351 milhões de dólares", assegurou Meléndez em entrevista coletiva.

Funes negou as acusações em uma série de mensagens em sua conta do Twitter, nas quais afirma que a procuradoria "só fez acusações sem apresentar uma única prova" contra ele.

O ex-presidente se asilou na Nicarágua por se considerar um perseguido político em El Salvador, onde é acusado de peculato e lavagem de dinheiro e ativos.

"Identificamos uma estrutura , sofisticada , que foi criada pelo ex-presidente para extrair fundos públicos", ressaltou o procurador.

Outros envolvidos no caso são o ex-secretário privado da Presidência, Francisco Cáceres, o ex-presidente do estatal Banco Hipotecário Manuel Rivera, e o ex-secretário das Comunicações David Rivas.

A procuradoria ordenou a detenção da atual mulher de Funes, Ada Michell Guzmán, e para de seus filhos Diego Roberto Funes Cañas e Carlos Mauricio Funes Velásco, que também se encontram isolados na Nicarágua.

O procurador disse que que Funes "lavou" aproximadamente 10 milhões de dólares mediante transações efetuadas por seus filhos ou parentes de sua mulher.

De acordo com o procurador, parte desses 10 milhões foram lavados em transações como compra de automóveis, depósitos a empresas de comunicações, pagamentos de cartões de crédito e depósitos em dinheiro a contas bancárias de familiares.

A procuradoria também detectou 14 bens imóveis, que seriam propriedade do ex-presidente, mas que "estão em nome de testas de ferro".

Funes é investigado pela Procuradoria desde agosto de 2016. Em novembro de 2017, um tribunal de San Salvador o declarou culpado, assim como seus filhos, por enriquecimento ilícito. Eles foram condenados a devolver 206.665 e 212.489 dólares respectivamente, mas recorreram da sentença.

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