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Estado de Minas

FMI prevê visita à Argentina em agosto para avaliar evolução de acordo


postado em 08/06/2018 16:18

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê para agosto o envio da primeira missão à Argentina para revisar o cumprimento do plano que permitirá ter acesso aos 50 bilhões de dólares, cuja formalização é esperada para 20 de junho, disseram nesta sexta-feira (8) fontes do organismo.

O governo de Mauricio Macri e sua equipe técnica acordaram um crédito de "stand by" de 36 meses para estabilizar a economia argentina.

"O diretório tem sua reunião em 20 de junho, e o normal é que se aprove este programa e a partir daí a Argentina terá uma disponibilidade de 30% e logo viriam as visitas tradicionais", disse em coletiva de imprensa Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI.

"As visitas vão rever a situação econômica e o cumprimento das metas", disse Roberto Cardarelli, chefe da missão do FMI para a Argentina, afirmando que a primeira está prevista para agosto.

As revisões de progresso do programa serão trimestrais e, após cada uma, as diferentes seções do programa estarão disponíveis, explicou Werner.

Ele lembrou, no entanto, que as autoridades argentinas indicaram sua intenção de obter 15 bilhões de dólares, mas depois pretendem tratar o empréstimo como medida cautelar.

"Caso as condições internacionais se compliquem, a Argentina terá fundos para lidar com elas, para que episódios como os que ocorreram nas últimas semanas não aconteçam", disse Werner.

Macri anunciou em 8 de maio que havia solicitado ajuda do FMI.

A equipe técnica do FMI afirmou que o plano econômico traçado é "viável" e "realista".

"Nosso cálculo é que a Argentina navegue de maneira saudável pelas condições financeiras internacionais durante os próximos três anos: inflação mais baixa, fim do déficit primário e a economia continuará sua trajetória de crescimento", disse Werner.

Ambos os especialistas enfatizaram que o programa considera a preocupação de Macri com a redução da pobreza e destacaram que, se as condições sociais se deteriorarem, existe "flexibilidade" para as autoridades revisarem as metas fiscais.

Em troca do empréstimo, a Argentina se comprometeu a reduzir sua meta de déficit fiscal primário, antes de pagar a dívida, de 3,2% para 2,7% do PIB em 2018. O objetivo gradual é atingir um superávit fiscal de 0,5% do PIB em 2021.

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