Publicidade

Estado de Minas

Casos de pedofilia cometidos por membros da Igreja Católica


postado em 18/05/2018 14:30

Os escândalos de pedofilia na Igreja chilena conduziram nesta sexta-feira à renúncia de todos os bispos do país.Muitos casos de pedofilia cometidos por membros do clero, muitas vezes acobertados por sua hierarquia, foram denunciados no passado:

- CHILE: Toda a hierarquia da Igreja apresentou nesta sexta-feira sua renúncia após um grande escândalo de pedofilia e encobrimento. O caso obrigou a uma série de 'mea culpas' do papa Francisco, que primeiro havia defendido o bispo Juan Barros, acusado de encobrir por décadas o padre Fernando Karadima, condenado por abusos sexuais contra menores nos anos 80 e 90.

- MÉXICO: O país protagonizou um dos casos mais graves e significativos, o do fundados da influente congregação ultra-conservadora Legionários de Cristo, o padre Marcial Maciel, punido e expulso em 2006 do sacerdócio por Bento XVI por ter abusado de menores, ter tido uma vida tripla, com duas mulheres e vários filhos.

- CANADÁ: No final dos anos 1980, as revelações de abusos de crianças em um orfanato em Newfoundland (leste) nos anos de 1950 e 1960 provocaram um enorme escândalo. A hierarquia religiosa também foi acusada de não ter denunciado os casos de pedofilia em suas fileiras.

- ESTADOS UNIDOS: Em 2004, uma investigação contabilizou 4.400 padres pedófilos e 11.000 crianças vítimas de abusos entre 1950 e 2002.

Um dos casos mais notórios envolveu o arcebispo de Boston, o cardeal Bernard Law, que foi forçado a renunciar em 2002 por ter protegido padres pedófilos.

Em 2007, a Arquidiocese de Los Angeles, então liderada pelo cardeal Roger Mahony, concordou em pagar 660 milhões dólares para 500 supostas vítimas.

Mahony, acusado de acobertar os padres pedófilos, foi demitido de seu cargo no início de 2013.

- IRLANDA: Nos anos 2000, acusações de abusos sexuais cometidos durante décadas coloca em xeque a credibilidade das instituições católicas. Mais de 14.500 crianças teriam sido vítimas. Vários bispos e padres, acusados de esconder esses atos, foram punidos.

- ALEMANHA: Desde o início de 2010, centenas de casos de abusos sexuais de crianças e adolescentes em instituições religiosas foram revelados. Um dos casos mais divulgados foi o do colégio jesuíta Canisius em Berlim envolvendo cerca de vinte crianças.

No final de 2012, um relatório indicou pelo menos 66 nomes de religiosos envolvidos em casos de pedofilia por um período de 10 anos.

- ÁUSTRIA: Após uma série de revelações no início de 2010 de casos de abusos sexuais e maus tratos por sacerdotes entre as décadas de 1960 e 1980, uma comissão de inquérito é criada pela Igreja.

Cerca de 800 casos foram identificados e 8 milhões de euros concedidos às vítimas.

- BÉLGICA: Em 2010, o bispo de Bruges, Roger Vangheluwe, renunciou após admitir ter abusado sexualmente de dois de seus sobrinhos.

Na sequência, milhares de testemunhos relataram casos de abuso sexual por monges belgas. Acusada de permanecer em silêncio, a hierarquia católica é atualmente alvo de um vasto inquérito judicial.

- HOLANDA: No final de 2011, um relatório revelou o caso de "dezenas de milhares de crianças" abusadas sexualmente dentro da Igreja católica holandesa entre 1945 e 2010. Cerca de 800 supostos autores foram identificados.

- AUSTRÁLIA: Foi um dos escândalos mais recentes e sérios, já que envolveu o "ministro" da Economia e número três do Vaticano, o cardeal George Pell, de 76 anos, imputado por várias agressões sexuais entre 1979 e 1990 e que está sendo atualmente julgado.

O indiciamento de Pell no início de maio, que afirma ser inocente e admite ter falhado apenas na gestão de padres pedófilos, é o mais recente ato de uma longa investigação nacional sobre a resposta institucional da Austrália aos abusos sexuais contra crianças.

A investigação concluiu que, na Austrália, entre 1950 e 2010, 7% dos padres foram acusados de atos de pedofilia.

- POLÔNIA: Em agosto de 2013, o polonês Jozef Wesolowski, núncio na República Dominicana, foi destituído, e uma investigação foi instaurada no âmbito de outro padre polonês suspeito de crimes contra menores de idade.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade