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Estado de Minas

EUA continuam com preparativos para cúpula entre Trump e Kim


postado em 15/05/2018 20:00

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (15) que continua com os preparativos para a cúpula entre Donald Trump e Kim Jong Un, mesmo depois de a Coreia do Norte ter mostrado dúvidas sobre a realização do evento.

"Vamos continuar a planejar a reunião entre o presidente Trump e Kim Jong Un", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, que acrescentou que Washington não havia recebido qualquer "notificação" de uma eventual mudança de postura do governo norte-coreano.

Uma agência de notícias da Coreia do Sul relatou que o serviço oficial de informações da Coreia do Norte havia reclamado por exercícios militares realizados por forças americanas e sul-coreanas.

Trump e Kim haviam acordado uma reunião em 12 de junho em Singapura, mas a queixa norte-coreana deixa um tom de incerteza sobre o encontro.

De acordo com a agência sul-coreana Yonhap, a Coreia do Norte considera "provocativos" os exercícios militares feitos pelas forças americana e sul-coreana.

Os Estados Unidos "devem fazer uma cuidadosa deliberação sobre o destino da cúpula EUA-Coreia do Norte à luz desses provocativos exercícios militares", relatou a agência norte-coreana, citada pela Yonhap.

"Não ouvimos nada desse governo ou do governo da Coreia do Sul para indicar que não deveríamos continuar com esses exercícios militares, ou que não deveríamos continuar preparando a reunião", disse Nauert nesta terça.

Inclusive, acrescentou, os negociadores americanos tinham elementos para assumir que Kim "entende e aprecia a importância" das ações militares conjuntas que são realizadas na Coreia do Sul.

No entanto, o Pentágono informou nesta terça-feira que os exercícios militares conjuntos "Max Thunder" começaram na segunda-feira e serão realizados até 25 de maio.

Esses exercícios, informou o Pentágono, se propõem a melhorar a capacidade da aliança EUA-Coreia do Sul de defender essa parte da península coreana.

"Embora não tenhamos discutido detalhes específicos, a natureza defensiva desses exercícios tem sido clara há décadas e não mudou", informou o Pentágono em nota.

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