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Estado de Minas

Lars von Trier regressa ao Festival de Cannes


postado em 14/05/2018 21:18

Sete anos depois de ter provocado um dos maiores escândalos do Festival de Cannes, o dinamarquês Lars von Trier regressou nesta segunda-feira (14) à Croisette pela porta dos fundos com "The House that Jack Built" (A Casa Que Jack Construiu).

O filme, no qual Matt Dillon encarna um assassino em série, foi apresentado à noite, fora da competição. Não foi programada nenhuma coletiva de imprensa, mas está previsto que o diretor dê algumas entrevistas na terça-feira.

Em 2011, Lars von Trier expressou sua "simpatia" por Hitler durante a coletiva de imprensa de "Melancolia". Apesar de ter pedido desculpas, foi declarado persona non grata em Cannes, uma sanção sem precedentes. Muito apreciado pela crítica, seu filme foi mantido na competição e a atriz americana Kirsten Dunst obteve o prêmio de melhor interpretação por seu papel de uma noiva depressiva.

Desde aquele escândalo, o diretor dinamarquês, Palma de Ouro em 2000 por "Dançando no escuro", não havia voltado ao Festival de Cannes.

Sem comentar seu convite a Cannes, o cineasta, de 62 anos, disse recentemente que lamentava suas declarações de 2011. "Nunca fui e nunca serei nazista", afirmou quando recebeu o mais prestigioso prêmio dinamarquês de personalidade da cultura.

"As consequências tremendas da coletiva de imprensa me custaram anos de angústia. Toda esta história me ensinou que você precisa se expressar de forma prudente", acrescentou, citado pelo jornal Politiken.

Recentemente foi acusado de assédio sexual por parte da cantora islandesa Björk, protagonista de "Dançando no escuro". "Não foi assim. Mas o fato é que não éramos amigos realmente", se defendeu.

Assíduo da Croisette, aonde chegou uma dezena de vezes, Lars von Trier é conhecido pelas cenas de sexo e violência em seus filmes. Seu novo trabalho, "The House that Jack Built", não deverá ser uma exceção.

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