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Estado de Minas

Homem mata com faca um pedestre em Paris ao grito de 'Alá é grande'


postado em 12/05/2018 20:36

Um homem armado com uma faca matou uma pessoa e feriu outras quatro neste sábado à noite em Paris ao grito de "Allahu Akbar" (Alá é Grande), antes de ser abatido pela polícia, em um ataque reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O ataque ocorreu no II arrondissement da capital francesa, perto da Ópera Garnier, uma zona central cheia de bares, restaurantes e teatros, muito movimentada nas noites de sábado.

Pouco antes das 21H00, o homem esfaqueou cinco pessoas, entre elas um pedestre que morreu em consequência de seus ferimentos, indicou o diretor de gabinete da chefia de polícia de Paris, Pierre Gaudin.

A polícia interveio imediatamente e matou o agressor, acrescentou.

Duas pessoas ficaram gravemente feridas no ataque e foram levadas a um hospital do oeste de Paris. As outras duas tiveram ferimentos leves.

"Com base em testemunhos segundo os quais o agressor teria gritado 'Allahu Akbar' ao atacar pedestres com uma faca, e no modo de operação, confiamos a investigação à seção antiterrorista da promotoria de Paris", declarou o promotor de Paris, François Molins, ante a imprensa.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque, assegurando que o agressor era "um soldado do Estado Islâmico" e que "a operação foi realizada em resposta aos chamados a tomar como alvo os Estados da coalizão", disse uma "fonte de segurança" à agência de propaganda Amaq, porta-voz do EI.

A França pagou "de novo o preço do sangue", reagiu o presidente francês, Emmanuel Macron, assegurando que o país não cederá "nem um pouco ante os inimigos da liberdade".

- Um ato atroz -

"Estava na varanda de um café, escutei três ou quatro disparos, foi tudo muito rápido. Os garçons nos disseram para entrar rapidamente. Depois saí para ver o que estava acontecendo e vi um homem no chão", disse à AFP Gloria, de 47 anos.

O ministro do Interior, Gérard Collomb, elogiou no Twitter "o sangue frio e a capacidade de resposta das forças policiais que neutralizaram o agressor". "Meus primeiros pensamentos são para as vítimas deste ato atroz", acrescentou.

"Meus pensamentos para as vítimas do ataque que golpeou o coração de Paris esta noite", tuitou o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux.

"Esta noite, nossa cidade foi ferida", reagiu na mesma rede social a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, que foi imediatamente ao local onde ocorreu a agressão.

"O povo francês não se conformará mais com comentários. Esperam atos", indicou a presidente do partido de ultra direita Frente Nacional, Marine Le Pen, que disse que o ataque foi cometido por um "agressor islamita".

As forças policiais estabeleceram um perímetro de segurança em torno ao lugar do ataque, para onde se dirigiram muitos veículos da polícia, de bombeiros e dos serviços de emergência.

Vários turistas e moradores estavam bloqueados atrás de um cordão de segurança.

"Ouvimos dois disparos, não sabíamos o que era, vimos que as pessoas saíam correndo e saímos correndo também. A varanda estava cheia de gente, e todo mundo foi embora rapidamente", contou Sébastien, que estava na varanda de um café com dois amigos.

"Cruzamos com uma pessoa que estava saindo do edifício e que dizia ter visto o agressor degolando alguém. Várias pessoas se refugiaram no bar", acrescentou seu amigo Maxime.

A agressão ocorre em um momento em que a França vive sob ameaça terrorista. O último ataque mortal, em 23 de março em Carcassonne, no sul do país, elevou para 245 o número de vítimas mortais em atentados perpetrados em solo francês desde 2015.

Este não é o primeiro ataque com faca na França. Um ataque similar ocorreu em Marselha (sudeste) em outubro de 2017.

A França participa da coalizão militar internacional que intervém na Síria e Iraque contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI). Em meados de abril, a França, junto com Estados Unidos e Reino Unido, atacou lugares de produção e armazenamento de armas químicas do regime sírio de Bashar al Assad.

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