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Estado de Minas

Chile cancela exposição sobre liberdade que incluía Augusto Pinochet


postado em 09/05/2018 18:42

O governo chileno cancelou uma exposição no Museu de História Nacional e demitiu nesta quarta-feira (9) o seu diretor por incluir o ditador Augusto Pinochet em uma mostra chamada "Filhos da Liberdade: 200 anos de independência".

A foto do ex-ditador, incluída na exposição junto com a de outros ex-presidentes, estava acompanhada de uma frase atribuída a ele: "A proeza de 11 de setembro incorporou o Chile na heroica luta contra a ditadura marxista dos povos amantes de sua liberdade", em referência ao dia em 1973 que derrubaram o governo do socialista Salvador Allende.

"Lamentamos profundamente o dano moral ocasionado por essa situação, pois é inadmissível a forma e a seleção da citação escolhida, com justa razão, que causaram tanta polêmica", assinalou nesta quarta-feira Alejandra Pérez, ministra de Cultura, Artes e Patrimônio.

A diretora do Instituto Nacional de Direitos Humanos, Consuelo Contreras, qualificou a inclusão de Pinochet como "uma homenagem e exaltação da ditadura, de negacionismo dos acontecimentos ocorridos durante esta", e valorizou a decisão do governo de retirar a participação do ditador.

Na terça-feira, o museu se defendeu explicando que "o fragmento incluído de um discurso feito por Augusto Pinochet em 1973 faz parte de uma montagem que busca mostrar diferentes usos e apropriações da ideia de liberdade, sem exaltar figuras em particular".

A exposição "Filhos da Liberdade: 200 anos de independência" era a primeira de uma trilogia de mostras, que agora serão revisadas.

A ditadura de Pinochet assassinou 3.200 pessoas e torturou mais de 28 mil.

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