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Estado de Minas

'Bots' dominam mensagens no Twitter


postado em 09/04/2018 21:00

As contas automáticas desempenham um papel significativo difundindo informações, verdadeiras ou falsas, no Twitter, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira, que revela que dois terços das mensagens que aparecem na rede com links para sites populares são originadas por 'bots'.

Segundo o instituto independente Pew Research Center, 66% das mensagens que contêm links para sites de notícias, esportes ou entretenimento são publicadas por 'bots', - diminutivo de "robots" -, que enviam mensagens automaticamente, e não por humanos.

Os investigadores não fizeram a distinção entre 'bots' bons e maus, mas tais programas foram acusados de difundir informações falsas na rede social nas últimas grandes convocatórias eleitorais, especialmente nas presidenciais americanas de 2016.

"O estudo não encontrou provas de que essas contas automáticas tenham um 'viés político' conservador ou liberal em sua forma de compartilhar os links", apontam os pesquisadores.

As condições de uso do Twitter autorizam o uso de 'bots', mas com limites. Estas contas também podem "difundir automaticamente informações úteis", mas não têm o direito "de tentar manipular ou influenciar 'trending topics' (assuntos mais comentados)".

"Como essas contas têm um impacto sobre a informação à que as pessoas têm acesso nas redes sociais, é importante dar-se conta da sua presença global nas redes", explicou o pesquisador Aaron Smith.

Companhias conhecidas recorrem a esses programas, como a Netflix, que lança tuítes automaticamente quando adiciona um novo programa a seu catálogo, ou a rede CNN, que tem um robô que publica suas 'breaking news'.

O Pew descobriu que uma parcela grande de "conteúdo adulto" é retuitada por 'bots', representando 90% dos links para sites de pornografia populares.

Para realizar este estudo, o Pew Research Center analisou 1,2 milhão de tuítes escritos em inglês com links para os sites mais populares da internet, ao longo de seis semanas em meados de 2017.

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