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Estado de Minas

Agência da ONU para palestinos vive crise existencial, dizem funcionários


postado em 09/02/2018 19:24

Um mês depois de o governo americano anunciar um drástico corte orçamentário, a agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) atravessa uma "crise" e só o Kuwait ofereceu um aporte de fundos adicionais, disseram nesta sexta-feira (9) funcionários do organismo.

Em janeiro, o governo de Donald Trump anunciou que pagaria 60 milhões de dólares dos mais de US$ 350 milhões anuais que costumava dar para o orçamento da UNRWA.

O Kuwait se ofereceu para contribuir com 900.000 dólares e outros 14 países doadores, inclusive Suécia e Japão, decidiram acelerar suas doações para manter viva esta agência da ONU, disse Peter Mulrean, representante da UNRWA em Nova York.

A agência atravessa uma "crise financeira existencial", enquanto busca preencher o vazio no orçamento provocado pela decisão de Washington, disse Mulrean a jornalistas na sede da ONU.

Os Estados Unidos são os maiores doadores da UNRWA, que fornece serviços de educação e saúde aos mais de cinco milhões de refugiados nos Territórios Palestinos, Jordânia, Líbano e Síria.

Em janeiro, a embaixadora americana Nikki Haley indicou que seu país não entregaria mais ajuda aos palestinos até que decidam "voltar à mesa de negociações" e alcançar um acordo de paz com Israel.

A UNRWA precisa se reformar porque considera "qualquer palestino como um refugiado" e "o que ensina nas escolas não é necessariamente o modo correto de fazer as coisas", disse Haley em entrevista a uma rádio.

A agência da ONU foi acusada de promover o sentimento anti-israelita em suas escolas, embora suas autoridades neguem esta afirmação.

O diretor da UNRWA na Cisjordânia, Scott Andersen, disse que todos os serviços da agência continuam funcionando por enquanto, mas que a decisão de Washington deixou ansiosos muitos palestinos.

"O povo está assustado e preocupado com o que isto significa para ele, suas famílias e seu futuro", acrescentou.

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