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Estado de Minas

Opaq investiga uso de armas químicas na Síria


postado em 07/02/2018 12:00

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) anunciou nesta quarta-feira (7) que estuda todas as recentes "alegações concretas" sobre o uso de armas químicas na Síria, enquanto relatórios indicam que armas tóxicas estão sendo empregadas pelo regime.

"As alegações recentes sobre o uso de armas químicas na Síria continuam a ser uma fonte de grande preocupação, e a Opaq está estudando todas as alegações credíveis", afirmou a organização internacional com sede em Haia, em comunicado.

Nas últimas semanas, o regime de Bashar al-Assad foi acusado de realizar vários ataques químicos, principalmente no reduto rebelde de Guta Oriental, perto de Damasco.

Essas alegações levaram os Estados Unidos a ameaçar adotar novas ações militares, enquanto a Síria nega o uso de armas químicas, denunciando as "mentiras".

A Rússia, aliada de Bashar al-Assad, denunciou uma "campanha de propaganda".

"Uma metodologia rigorosa é usada para conduzir a investigação", e o relatório da missão da Opaq "levará em consideração a corroboração de evidências, pesquisas, relatórios médicos e amostras obtidas", indicou.

"Qualquer uso de armas químicas é uma violação da Convenção sobre Armas Químicas e da norma internacional que proíbe essas armas", reiterou o diretor-geral da Opaq, Ahmet Üzümcü, no comunicado.

"Os responsáveis pelo seu uso devem ser responsabilizados, e essas armas abomináveis não têm lugar no mundo de hoje", disse ele.

Mais de 96% das reservas mundiais declaradas de armas químicas foram destruídas até o momento sob a supervisão da Opaq.

A Síria de Bashar al-Assad tornou-se um Estado membro da Opaq em 2013, admitindo possuir um estoque de armas químicas, sob pressão dos Estados Unidos e da Rússia.

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