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Estado de Minas

Distúrbios forçam Congresso argentino a suspender sessão sobre reforma da previdência


postado em 14/12/2017 19:01

Um protesto convocado por centrais sindicais e reprimido pela polícia acabou nesta quinta-feira em violentos incidentes em frente ao Congresso argentino, forçando a suspensão de uma sessão na qual se deveria votar a polêmica reforma da previdência.

Os incidentes aconteceram nos arredores do Congresso, quando milhares de manifestantes se reuniam para pedir aos legisladores que rejeitassem a medida impulsionada pelo presidente Mauricio Macri para reduzir o déficit fiscal.

A polícia de choque utilizou jatos d'água, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes, que atiraram pedras e queimaram lixo na rua.

Legisladores da oposição exigiram aos gritos a suspensão da sessão diante da "falta de condições".

Em meio à repressão policial, a deputada governista Elisa Carrió também pediu a suspensão porque "não se pode legislar com esta violência".

O chefe de Gabinete, Marcos Peña, declarou após os incidentes que a reforma "é uma boa lei". "Vamos trabalhar com as forças parlamentares para ver o melhor momento" para voltar a discutir isto no Parlamento".

O governo considera a reforma fundamental para se reduzir o déficit fiscal.

A reforma prevê mudanças no cálculo e na periodicidade dos ajustes das aposentadorias de 17 milhões de pessoas, com uma redução de gastos anual de cerca de 100 bilhões de pesos (5,6 bilhões de dólares).

Atualmente, as aposentadorias são reajustadas semestralmente com base em um índice que leva em conta a arrecadação tributária e a média dos aumentos salariais. O governo propõe uma atualização trimestral, mas substituindo no cálculo a arrecadação tributária por um índice de inflação.

Com o novo cálculo, o próximo reajuste, em março, seria de 5,7%, contra 12%, segundo a oposição.


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