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Estado de Minas

Cuba avalia prejuízos após passagem do furacão Irma; não há relatos de mortes


postado em 10/09/2017 08:25

Nova York, 10 - O furacão Irma arrancou telhados de casas e inundou centenas de quilômetros do litoral ao atingir a costa norte de Cuba depois de devastar ilhas ao longo do Caribe. A trilha de destruição do furacão Irma deixou 22 pessoas mortas até o momento, porém em Cuba não há relatos de mortes.

Após o Irma deixar Cuba no fim da noite de sábado e dirigir seus ventos de 195 quilômetros por hora na direção da Flórida, as autoridades da ilha estavam avaliando os danos e alertando sobre prejuízos às ilhas da costa norte, que têm resorts e outras acomodações, bem como a terras agrícolas no centro de Cuba.

Não houve relatos imediatos de mortes em Cuba - um país que se orgulha de sua preparação para desastres -, mas as autoridades estavam tentando restaurar a energia elétrica, limpar estradas e advertiam que as pessoas deveriam evitar sair às ruas de Havana porque as inundações poderiam continuar até segunda-feira. Os moradores da "capital devem saber que as inundações vão durar mais de 36 horas, ou seja, vão persistir", afirmou o coronel da Defesa Civil Luis Angel Macareno na noite de sábado.

Quando o Irma entrou na ilha, os soldados cubanos passaram por cidades costeiras para forçar os residentes a deixar suas casas, levando as pessoas a abrigos em edifícios do governo, escolas e até cavernas.

Imagens de vídeo do norte e leste de Cuba mostraram postes e letreiros derrubados, muitas árvores caídas e telhados danificados. Testemunhas disseram que um museu provincial perto do olho do furacão estava em ruínas. E as autoridades da cidade de Santa Clara disseram que 39 edifícios desabaram.

Mais de 5 mil turistas foram retirados das ilhas da costa centro-norte de Cuba, onde o governo construiu dezenas de resorts nos últimos anos.

O funcionário da Defesa Civil Gregorio Torres disse que as autoridades estavam tentando medir a extensão do dano no leste de Cuba, que abriga centenas de comunidades rurais e terras agrícolas.

Em Caibarien, uma pequena cidade costeira cerca de 320 quilômetros a leste de Havana, os ventos derrubaram linhas de energia elétrica e uma área de três quadras ficou debaixo de água. Muitos moradores ficaram em suas residências na expectativa de enfrentar a tempestade.

Antes de atingir Cuba, o Irma causou estragos no Caribe, onde devastou ilhas como St. Martin, St. Barts, St. Thomas, Barbuda e Anguilla.

Muitas das vítimas de Irma fugiram das ilhas em balsas e barcos por medo de que o furacão José destruísse ou arrasasse qualquer área que o Irma tivesse deixado Intacta, mas o fenômeno se afastou antes de causar mais danos.

No lado holandês de St. Martin, uma ilha dividida entre controle francês e holandês, cerca de 70% das casas foram destruídas pelo Irma, segundo o governo holandês. O primeiro-ministro William Marlin disse que cerca de 1.600 turistas foram evacuados e que esforços foram feitos para deslocar outros 1.200.

Marlin disse que muitos países e pessoas ofereceram ajuda a St. Maarten, mas as autoridades estavam aguardando as condições meteorológicas para ver como os esforços poderiam ser coordenados. As autoridades ainda estão tentando determinar a extensão do dano à ilha. Fonte: Associated Press.

(AE)

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