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Estado de Minas

EUA aumentam esforços para ajudar a resolver crise entre Catar e países árabes


postado em 08/09/2017 21:49

Washington, 08 - O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou os esforços diplomáticos para ajudar a resolver a crise do Catar com seus vizinhos árabes, a qual arrisca as implicações para a presença militar americana no Oriente Médio e a luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico. Os EUA também estão preocupados com o fato de que a questão diplomática poderia prejudicar um interesse compartilhado em relação ao Irã na região.

Nesta sexta-feira, Trump conversou por telefone com o líder do Catar, o xeque Tamim bin Hamad Al Thani, para afirmar a importância de acabar com a disputa de três meses entre o Catar e o grupo que inclui Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito. De acordo com a Casa Branca, Trump também falou, separadamente, com os líderes da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.

A ligação de Trump ao líder catariano ocorreu após uma reunião entre o presidente americano e o emir do Kuwait, xeque Sabah Al Ahmad Al Sabah. Trump agradeceu ao emir pela contínua e vigorosa mediação na disputa diplomática, apesar de ser um movimento até então mal sucedido. O republicano reafirmou sua demanda para que todos os países parem de financiar grupos terroristas, tendo afirmado, anteriormente, que líderes árabes haviam criticado o Catar por esse financiamento durante uma cúpula regional na Arábia Saudita no início deste ano.

Trump "ressaltou a importância de todos os países seguirem os compromissos assumidos pela Cúpula de Riad para manter a unidade ao derrotar o terrorismo, cortando o financiamento para grupos terroristas e combatendo a ideologia extremista", afirmou a Casa Branca, em comunicado. Os líderes "também discutiram a ameaça contínua que o Irã representa para a estabilidade regional".

A Casa Branca divulgou o comunicado sobre a ligação de Trump ao líder catariano após o embaixador do Catar nos EUA dizer que o país árabe irá doar US$ 30 milhões para ajudar os texanos na recuperação do Harvey.

Nesta sexta-feira, a crise catariana continuou em pauta, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, se encontrou com funcionários do Kuwait no Departamento de Estado para discutir a segurança regional e a oferta de mediação do emir kuwaitiano na disputa diplomática. "Nós apoiamos seus esforços para ajudar a conseguir um acordo", disse Tillerson. "Os EUA e o Kuwait reconhecem a importância da unidade para enfrentar os desafios da região em que todos enfrentamos as ameaças do Irã."

Trump também ofereceu apoio na quinta-feira. Ele aplaudiu as "contribuições para a estabilidade regional" do Kuwait e repetiu uma oferta para ajudar a mediar a questão, particularmente entre o Catar e a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. Trump sugeriu que um acordo "funcionaria muito rapidamente" caso ele se envolva pessoalmente.

A crise no Golfo teve início em 5 de junho, quando Bahrein, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos cortaram laços diplomáticos com o Catar alegando que o país financia extremistas e é próximo do Irã. O Catar hospeda uma base militar dos EUA, que é importante na luta contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. O país nega o financiamento a extremistas, mas, recentemente, restaurou as relações diplomáticas com o Irã, com quem compartilha um campo de gás natural offshore. Fonte: Associated Press.

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