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Estado de Minas

Sobe para 32 número de mortos por terremoto de 8,2 no México

O terremoto é o maior em 100 anos. O pânico se espalhou de norte a sul do país entre seus 120 milhões de habitantes


postado em 08/09/2017 09:55 / atualizado em 08/09/2017 10:53

O balanço de vítimas no México, abalado por um potente terremoto de 8,2 graus, subiu para 32 mortos - informou o governador de Oaxaca, Alejandro Murat, acrescentando que 23 desses óbitos foram registrados nesse estado.

O estado vizinho de Chiapas, em cuja costa o epicentro do sismo se situou, relatou sete mortos, entre eles dois menores em Tabasco.

Na costa do Pacífico central e sul do México, um alerta de tsunami foi ativado para a possibilidade de ondas de até quatro metros. A advertência foi levantada pouco depois. Localidades costeiras receberam ordem de evacuação.

O terremoto aconteceu às 23H49 locais (01H49 de Brasília, sexta-feira) perto da cidade de Tonalá (Chiapas), a quase 100 km da costa, a uma profundidade de 19 quilômetros.

Destroços de uma casa em Oaxaca, após forte tremor (foto: AFP / AFPTV / Carlos SANTOS AND Lizbeth CUELLO )
Destroços de uma casa em Oaxaca, após forte tremor (foto: AFP / AFPTV / Carlos SANTOS AND Lizbeth CUELLO )

"É o maior tremor registrado no país nos últimos anos", afirmou o presidente Enrique Peña Nieto, em uma mensagem transmitida na televisão momentos depois do abalo sísmico.

O pânico se espalhou de norte a sul do país entre seus 120 milhões de habitantes.

As mortes ocorreram em uma região montanhosa do estado de Oaxaca (sul) e nos estados de Chiapas e Tabasco.

"O total (de vítimas fatais) é de 16 (...) a partir da contagem que os estados fazem", afirmou o diretor de Defesa Civil Ricardo de la Cruz, em entrevista à rede de televisão Milenio.

Mas as autoridades advertem que este número pode aumentar nas próximas horas.

O governador de Chiapas, Manuel Velasco, confirmou que duas das três vítimas fatais são mulheres que moravam em San Cristóbal de las Casas.

Arturo Nuño, governador de Tabasco, anunciou as mortes de dois menores de idade: um na queda de uma barreira e outro, um recém-nascido, quando o aparelho de oxigênio ao qual estava conectado parou de funcionar com o corte de energia elétrica.

As aulas foram suspensas em vários estados, incluindo a capital, para uma revisão estrutural das escolas.

Na cidade de Juchitán, em Oaxaca, vizinho de Chiapas, um hotel desabou e várias casas sofreram danos, mas o governo estadual não registrou vítimas.

Milhares de moradores da Cidade do México saíram de suas casas quando receberam o alerta sísmico, que avisa a população um minuto antes de um tremor.

A capital e sua região metropolitana, com mais de 20 milhões de habitantes, não registraram muitos problemas, no entanto, e os transportes públicos seguiram com funcionamento normal. O aeroporto internacional suspendeu momentaneamente algumas operações.

As autoridades mencionaram vidros quebrados, quedas de objetos em avenidas, mas até o momento não há informações sobre incidentes relacionados com pessoas.

Especialistas explicaram que o terremoto não foi sentido na Cidade do México da mesma maneira que outros de menor intensidade porque o epicentro está a 800 km da capital, que é afetada sobretudo por tremores registrados na costa de Guerrero, a 400 km.

As autoridades alertaram para a possibilidade de um tremor secundário superior a 7 graus nas próximas horas. Até o momento foram registrados mais de 100 terremotos de menor intensidade.

O tremor também foi sentido na Guatemala, onde provocou o corte de energia elétrica em algumas áreas do oeste do país.

O México fica entre cinco placas tectônicas e é um dos países que registra maior atividade sísmica no mundo.

Muitos mexicanos se recordam do terremoto de setembro de 1985, que deixou um balanço oficial de mais de 10.000 mortos. Algumas organizações civis mencionam mais de 20.000 vítimas fatais.

Desde então, o governo adotou regras mais rígidas para a construção e em relação aos planos de proteção civil.

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