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Estado de Minas

Sem esperanças após avalanche na Itália


postado em 20/01/2017 00:12



Penne, Itália – Depois de horas de trabalhos na tentativa de resgatar sobreviventes, nenhum sinal de vida foi detectado nos escombros de um hotel atingido por uma avalanche de neve no centro da Itália, em uma região montanhosa próxima ao local onde na véspera foram registrados vários terremotos, segundo bombeiros que trabalham no local. Cerca de 30 pessoas, incluindo várias crianças, estavam no hotel Rigopiano no momento da tragédia.

O alerta foi lançado na quarta-feira à tarde, mas os primeiros socorristas só conseguiram chegar ao local durante a madrugada de ontem, em razão da forte nevasca e das rajadas de vento. “A situação é dramática. Não há sinal de vida”, declarou o porta-voz dos bombeiros, Luca Cari. A avalanche arrastou destroços e, possivelmente, corpos, por centenas de metros, segundo informou.

Duas pessoas com hipotermia foram resgatadas na parte externa do hotel, enquanto dois corpos foram retirados dos escombros. Os socorristas devem prosseguir com as buscas, de acordo com uma autoridade da Defesa Civil, Immacolata Postiglione.

“Trabalhamos de maneira muito metódica”, explicou ao meios de comunicação Walter Milan, um porta-voz dos socorristas alpinos. Na esperança de encontrar ao menos alguns desaparecidos em bolsões de ar, os socorristas dividiram a área de buscas em “micro-zonas que são analisadas”, explicou. “Ninguém responde aos chamados', reconheceu um dos primeiros socorristas a chegar no local. O hotel ficou “destruído, já não existe mais”, acrescentou um bombeiro à agência France-Presse (AFP).

DESESPERO Giampiero Parete, um dos sobreviventes, havia saído do hotel para buscar remédios em seu carro quando a avalanche chegou. Ele conseguiu entrar no carro, mas não pode fazer mais nada além de esperar pelo resgate. Ele “chora, chora desesperado, está preocupado por seus filhos, de 6 e 8 anos, e por sua esposa, Adriana”, contou Quintino Marcella, restaurador, com quem Parete, de 38 anos, trabalhou durante anos.

“Giampiero me telefonou ontem à noite às 17h40 pedindo ajuda com um tom desesperado. Disse-me 'o hotel desabou'. Imediatamente telefonei para os socorristas”, indicou Marcella à agência de notícias Agi, depois de permanecer em contato com seu amigo até cerca de meia-noite.

Segundo um membro da Defesa Civil, havia 22 clientes, oito funcionários e quatro outras pessoas no hotel Rigopiano, uma elegante estrutura de três andares com piscina aquecida e sauna situado perto de Farindola, nos Abruzos. A região se localiza a uma centena de quilômetros de Amatrice, abalada na quarta-feira por uma série de terremotos. Era impossível saber no momento se a avalanche foi provocada por um desses terremotos, que foram sentidos inclusive em Roma, situada a 180 quilômetros do epicentro.

Segundo as previsões, eram esperadas nevascas nas próximas 48 horas nas regiões atingidas do centro da Itália e o risco de avalanches cresceu. “Estamos vivendo uma situação sem precedentes entre uma onda excepcional de fortes nevascas e os terremotos de quarta-feira”, reconheceu o chefe de governo italiano, Paolo Gentiloni, que adiantou seu retorno da Alemanha para visitar o centro de operações da Defesa Civil em Rieti.


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