Uma investigação criminal foi aberta para determinar se violações das regras de segurança da aviação provocaram o acidente com uma aeronave militar russa, indicou o Comitê de Investigação da Rússia, órgão responsável pelas investigações mais importantes do país.
Os investigadores estão interrogando os técnicos que prepararam a aeronave para decolar, segundo a mesma fonte.
Nenhuma hipótese é privilegiada sobre o incidente com este avião, que opera há 33 anos. Segundo o ministério da Defesa, o avião tinha 6.689 horas de voo desde 1983.
O Ministério da Defesa também enviou uma comissão chefiada por um vice-ministro, Pavel Popov, de acordo com seu porta-voz.
Além disso, Putin pediu ao primeiro-ministro Medvedev para "formar e dirigir uma comissão do governo para investigar a queda do Tu-154", indicou o Kremlin em um comunicado.
Vários Tu-154, uma aeronave de concepção soviética, sofreram acidentes no passado. Em abril de 2010, um dispositivo deste tipo transportando 96 pessoas, incluindo o presidente Lech Kaczynski e autoridades polonesas caiu ao tentar pousar perto de Smolensk (oeste da Rússia) e todos os seus ocupantes morreram.
A Rússia conduz desde setembro de 2015 uma campanha militar na Síria em apoio ao regime do presidente sírio Bashar al-Assad, um aliado de longa data.
Cerca de 4.300 militares russos estão mobilizados na Síria, e a Rússia continua a reforçar a sua presença militar no país.
Na sexta-feira, Vladimir Putin ordenou a expansão de suas instalações portuárias de Tartus, no noroeste da Síria, que deverá tornar-se uma base naval russa permanente no país assolado por um conflito sangrento desde 2011.
