O presidente Vladimir Putin "se negou a vir falar da Síria" em Paris porque "teria sido muito embaraçoso", diante da ofensiva militar russa em Aleppo, estimou o chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault.
"Putin se negou a vir falar da Síria, é o que é preciso destacar. E lamento isso", declarou à emissora Europe 1 Ayrault, um dia após o presidente russo cancelar sua visita prevista para 19 de outubro.
A presidência francesa havia indicado que François Hollande só receberia Putin se a reunião se consagrasse apenas à Síria.
Putin e Hollande deveriam, a princípio, inaugurar juntos uma exposição em Paris sobre a coleção do mecenas russo Serguei Shchukin. O primeiro também planejava inaugurar uma catedral ortodoxa russa na capital.
O ato "teria sido completamente surrealista" diante da situação na Síria, disse Ayrault. "Putin intensificou os bombardeios em Aleppo, razão pela qual imagino que vir a Paris falar da Síria teria sido muito embaraçoso".
Ayrault também se pronunciou sobre o apelo de seu colega britânico, Boris Johnson, por uma manifestação na embaixada russa de Londres para protestar contra os bombardeios russos em Aleppo.
"Organizar manifestações é o papel de um ministro das Relações Exteriores?", se perguntou.
