Familiares de vítimas de homicídios, feminicídios, acidentes de estrada, incêndios de boates e choque de trens marcharam nesta terça-feira (11), em Buenos Aires e em outras cidades argentinas para reivindicar justiça, mais segurança e contra a impunidade.
Pessoas com rostos conhecidos dos argentinos por representarem diferentes lutas da sociedade civil convocaram a população ao protesto, em um anúncio divulgado na televisão.
O pai de um jovem sequestrado e assassinado em 2004, Juan Carlos Blumberg, cujo caso mobilizou o país, compareceu ao ato.
"Os três Poderes do Estado têm de trabalhar. Nesses anos, vi retrocessos em muitas coisas, mas há coisas que se conseguiram, como o 911. Temos de lutar contra esse terrível flagelo. Espero que isso seja ouvido. Somo muitos, vai forçar a nos ouvirem", acrescentou.
Luján Rey - mãe de Lucas Menghini Rey, um jovem músico de 20 anos que morreu na trágica colisão de um trem na estação de Once em 2012, que deixou 51 mortos - lembrou que todos se transformam em familiares de vítimas "não apenas por insegurança, mas também por corrupção, impunidade".
Entre outros pontos, reivindicam a aplicação das leis e a redução dos benefícios legais dos condenados, como a liberdade condicional, ou a redução da pena por bom comportamento.
A insegurança voltou ao liderar a lista de preocupações dos argentinos, passando de 20% para 34,5%, no último mês, depois de meses deslocado pela inflação e o desemprego, segundo a consultoria Management& Fit.
