
O porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, lembrou que todos ele são muçulmanos e serão mantidas pelo Vaticano. É "ilusório pensar que o problema dos imigrantes será resolvido levantando barreiras", disse Francisco durante visita a Lesbos, acrescentando que os muros "criam divisões ao invés de ajudar o verdadeiro progresso dos povos".
O Pontífice também recordou que "muito refugiados que se encontram na ilha e em outras partes da Grécia" à espera de entrar em países mais ricos da Europa, estão "vivendo em condições críticas, em clima de ansiedade, às vezes de desespero pelos problemas materiais e a incerteza do futuro".
Durante a viagem, que tinha como objetivo mostrar o apoio do Papa aos refugiados, muitos imigrantes ficaram de joelhos e choraram de emoção diante da presença do religioso. A visita a um campo de refugiados em Lesbos foi realizada junto aos líderes religiosos ortodoxos, o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, e o arcebispo de Atenas, Jerônimo II. Eles assinaram uma declaração conjunta onde, renovando um chamado à comunidade internacional, pediram soluções para a crise imigratória e os conflitos em curso no Oriente Médio, a defesa dos menores e o fim do tráfico de pessoas, que causa milhares de vítimas todos os anos.
Na Grécia, Francisco também foi recebido pelo premiê Alexis Tsipras. Desde que assumiu a liderança da Igreja Católica, em março de 2013, o papa Francisco faz apelos de ajuda aos imigrantes. Um de seus primeiros compromissos como pontífice foi visitar a ilha italiana de Lampedusa, no mar Mediterrâneo, onde diariamente dezenas de embarcações com imigrantes tentam chegar ao continente europeu. Desde o ano passado, a Europa enfrenta o maior fluxo de deslocamento forçado de pessoas desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
