
Segundo Juan Martín Ramos Padilla, colaborador de Mariani, um cruzamento do DNA da mulher com o Banco Nacional de Dados Genéticos da Argentina “descartou” que ela fosse Clara Anahí. De acordo com ele, a confusão aconteceu porque a moça que se apresentou como neta de Mariani levou um estudo de um laboratório particular de Córdoba, que provaria o vínculo.

O caso do sumiço ficou conhecido em todo o mundo com a difusão de cartas abertas escritas por Chicha Mariani, hoje com 91 anos, a sua neta. Quase cega, ela ainda escreve as correspondências. Chicha comandou as Avós durante 12 anos, de 1977 a 1989. Clara seria a 120ª dos netos encontrados até o momento. Mais de 500 seguem sem identificação. A maioria deles foi criada por famílias campesinas, após ordens da ditadura de se desfazer dos bebês.
