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Estado de Minas

Descarrilamento de trem na França continua sem explicação


postado em 15/11/2015 14:22 / atualizado em 15/11/2015 14:48

Os investigadores tentavam explicar neste domingo o descarrilamento de uma composição de um trem de alta velocidade (TGV), que matou pelo menos 11 pessoas no sábado, no leste da França, bem como a presença de crianças a bordo, um tema polêmico.


Devido a este acidente, a entrada em serviço da linha de alta velocidade (LGV) Paris-Estrasburgo, que deveria acontecer em abril de 2016, será adiada, informou, em Paris, Jacques Rapoport, número dois da Sociedade Nacional dos Caminhos Ferroviários (SNCF). O número de vítimas do acidente, que ocorreu em Eckwersheim, no leste da França, subiu na tarde deste domingo para 11 mortos e 37 feridos, incluindo 12 em estado crítico, de acordo com um procurador-adjunto, Alexander Chevrier, que abriu uma investigação para apurar o incidente.


Ele não especificou a idade das vítimas, mas disse que as caixas-pretas do trem foram recuperadas. Cinco pessoas continuam desaparecidas.


"No momento, o acidente é inexplicável. Ninguém foi capaz de estabelecer as causa" do descarrilamento, declarou à imprensa em Paris o presidente da SNCF, Guillaume Pepy. Ele acrescentou que o descarrilamento foi "sem precedentes" e constitui "um grande choque" para a SNCF, que nunca registrou qualquer descarrilamento fatal na história do TGV, desde sua entrada em serviço, em 1981.


As vítimas faziam parte de uma equipe de 49 técnicos e ferroviários a bordo do comboio, que realizava um teste na linha de alta velocidade destina a ligar Paris a Estrasburgo em 1h48, a partir de abril de 2016.


Crianças entre os feridos


Muitas crianças estavam a bordo no trem, indicaram, neste domingo, fontes da companhia ferroviária francesa. "Havia várias crianças a bordo", indicou um porta-voz da empresa, que disse desconhecer se alguma delas morreu no acidente. "Há (crianças) entre os feridos", precisou, sem especificar, no entanto, a gravidade de suas lesões. Pepy confirmou, por sua vez, "a presença de alguns acompanhantes no comboio", incluindo crianças. "Cada teste deve contar com uma lista de acompanhantes (...) autorizados a participar", e esta lista "foi enviada para os investigadores", acrescentou Pepy, que ressaltou que a SNCF "vai assumir a sua responsabilidade no que diz respeito a todas as vítimas".


As investigações "vão permitir esclarecer (...) quem são esses acompanhantes, por que estavam a bordo, em que circunstâncias foram autorizados a embarcar neste trem", disse ele algumas horas antes à rádio France Info. Por alguma razão inexplicável, o trem saiu dos trilhos e caiu na água em um canal. Ele estava viajando a cerca de 350 Km/h, de acordo com uma fonte próxima à investigação. Segundo o sindicato Sud Rail, este TGV realizava "testes de velocidade excessiva" antes de descarrilar.


Mas a SNCF "não confirma que a velocidade do comboio seja a causa do acidente", disse seu porta-voz. No local do acidente, vários guindastes tentavam, neste domingo, recuperar o trem, que caiu perto de uma ponte sobre o canal Marne au Rhine, ao noroeste de Estrasburgo. "Todas as hipóteses sobre o acidente permanecem em aberto, a de um ato criminoso ou um ataque, não está excluída", afirmou.


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