a oposição de direita conservadora aparecia à frente neste domingo nas eleições legislativas na Croácia, segundo os primeiros resultados oficiais parciais - embora ainda tenha que fazer alianças com outros partidos para formar o governo.
A coalizão conservadora agrupada ao redor do partido opositor (HDZ), de Tomislav Karamarko, teria obtido 63 assentos no Parlamento, que conta com 151 deputados, segundo os primeiros resultados após serem apurados 20% dos votos de 6.500 seções eleitorais.
A aliança de centro-esquerda, atualmente no poder, de de Zoran Milanovic, obtinha 54 lugares, e outros cinco partidos que superaram a barreira dos 5% dos votos ocuparão o restante dos assentos.
Estas são as primeiras eleições legislativas desde que o país tornou, em 2013, o 28º membro da UE.
A princípio, nenhuma coalizão deve obter a maioria absoluta no Parlamento e a formação do governo será definida nas negociações após a votação com os partidos menores.
A "Coalizão Patriótica" criada em torno do HDZ, que as pesquisas apontaram com uma cômoda vantagem no dia seguinte à vitória de sua candidata Kolinda Grabar Kitarovic na eleição presidencial do início do ano, encontra-se agora empatada com a coalizão "Croácia está Crescendo", liderada pelo Partido Social Democrata da Croácia (SDP), do primeiro-ministro Zoran Milanovic.
Para Milanovic, o surgimento da crise migratória em meados de setembro, quando a Croácia viu 300.000 refugiados atravessarem seu território em direção à Europa ocidental, acabou desviando o foco do governo da implementação de reformas indispensáveis para a reativação da economia.
O atual primeiro-ministro demonstrou empatia com os migrantes, mas também firmeza com os países vizinhos, como a Hungria, que teve sua decisão de fechar a fronteira condenada. Outra crítica foi direcionada à Sérvia, por seu modo de administrar a crise, enquanto anunciava que sua prioridade era proteger os investimentos nacionais da Croácia.
As dificuldades econômicas da Croácia perduram. O desemprego alcançou em setembro 16,2% da população ativa e 43,1% entre os jovens, enquanto que a dívida pública alcançou quase 90% do PIB, o que faz da economia croata uma das mais pobres da União Europeia.
Embora o PIB tenha melhorado nos três primeiros trimestres de 2015, os analistas indicam que os dois principais candidatos nas eleições legislativas não ofereceram soluções concretas para reativar de maneira eficaz a economia, nem para resolver o problema de uma administração ineficaz.
