
Joyenda é uma das duas mulheres à frente de uma das 34 províncias do Afeganistão, onde a sociedade é muito patriarcal. No vídeo, se vê uma mulher de pé em um buraco cavado no chão, apenas com a cabeça para fora.
Um homem vestido de negro pega uma pedra e joga contra ela, e é seguido por outros três companheiros. Um deles a manda rezar a shahada, a profissão da fé islâmica. Abdul Hai Katebi, porta-voz da governadora, assegurou à AFP que o vídeo é autêntico.
Imagens fortes circulam nas redes sociais. Clique se quiser assistir:
A vítima, chamada Rojsahana, "foi apedrejada por dignitários religiosos e chefes de guerra irresponsáveis", reagiu Sima Joyenda. Segundo ela, Rojsahana, que teria entre 19 e 21 anos, foi casada com um homem contra sua vontade e resolveu fugir com um rapaz de sua idade.
A chefe da província condenou o assassinato e pediu que o governo central de Cabul faça uma limpeza nesta zona sob controle talibã. "É o o primeiro incidente deste tipo na região e não será o último. As mulheres têm dificuldade em todo o país e em particular em Ghor", uma província muito pobre, explicou Joyenda. O chefe da polícia de província, Mustafá Mohseni, confirmou que esta foi a primeira lapidação na região este ano.
O apedrejamento é um castigo previsto pela lei islâmica para mulheres ou homens casados que mantiveram relações sexuais extraconjugais. Esta pena era aplicada quando os talibãs dirigiam o Afeganistão (1996-2001), mas é pouco frequente nos países muçulmanos. Os talibãs defendem uma interpretação rigorosa da sharia, a lei islâmica.
