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Estado de Minas

Mulher afegã é apedrejada até a morte por causa de suposto adultério

Talibãs e chefes de guerra foram os responsáveis pelo ato de crueldade. Vítima foi acusada de ter tentado fugir com seu amante


postado em 03/11/2015 08:55 / atualizado em 03/11/2015 09:14

(foto: Reprodução/Youtube)
(foto: Reprodução/Youtube)
Talibãs e chefes de guerra apedrejaram uma mulher no Afeganistão por ter tentado fugir com seu amante. Um vídeo que está circulando nas redes sociais mostra a cena de apedrejamento, que ocorreu há uma semana, em Ghalim, zona montanhosa e desértica da província de Ghor, informou a governadora Sima Joyenda à AFP.

Joyenda é uma das duas mulheres à frente de uma das 34 províncias do Afeganistão, onde a sociedade é muito patriarcal. No vídeo, se vê uma mulher de pé em um buraco cavado no chão, apenas com a cabeça para fora.

Um homem vestido de negro pega uma pedra e joga contra ela, e é seguido por outros três companheiros. Um deles a manda rezar a shahada, a profissão da fé islâmica. Abdul Hai Katebi, porta-voz da governadora, assegurou à AFP que o vídeo é autêntico.

Imagens fortes circulam nas redes sociais. Clique se quiser assistir:

A vítima, chamada Rojsahana, "foi apedrejada por dignitários religiosos e chefes de guerra irresponsáveis", reagiu Sima Joyenda. Segundo ela, Rojsahana, que teria entre 19 e 21 anos, foi casada com um homem contra sua vontade e resolveu fugir com um rapaz de sua idade.

A chefe da província condenou o assassinato e pediu que o governo central de Cabul faça uma limpeza nesta zona sob controle talibã. "É o o primeiro incidente deste tipo na região e não será o último. As mulheres têm dificuldade em todo o país e em particular em Ghor", uma província muito pobre, explicou Joyenda. O chefe da polícia de província, Mustafá Mohseni, confirmou que esta foi a primeira lapidação na região este ano.

O apedrejamento é um castigo previsto pela lei islâmica para mulheres ou homens casados que mantiveram relações sexuais extraconjugais. Esta pena era aplicada quando os talibãs dirigiam o Afeganistão (1996-2001), mas é pouco frequente nos países muçulmanos. Os talibãs defendem uma interpretação rigorosa da sharia, a lei islâmica.


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