Os Estados Unidos condenaram nesta terça-feira os dois ataques "terroristas" cometidos por palestinos em Jerusalém e o secretário de Estado, John Kerry, pediu que israelenses e palestinos ponham um fim à violência.
"Os Estados Unidos condenam com a maior força os ataques de hoje (terça-feira) contra civis israelenses que provocaram a morte de três israelenses e muitos feridos", protestou Kerry ao ler um comunicado durante uma coletiva de imprensa em Boston, ao lado do secretário de Defesa, Ashton Carter, e de suas colegas australianas, Julie Bishop e Maryse Payne.
É a quarta vez em uma semana que Washington denuncia a violência que afeta Israel e os territórios palestinos. O Departamento de Estado avaliou na semana passada que os ataques com faca, realizados por palestinos, deviam ser considerados atos "terroristas".
"Naturalmente, condenamos todas as perdas de vidas humanas, quaisquer que sejam, mas esta violência e toda a incitação à violência devem cessar. A situação simplesmente é volátil demais, perigosa demais", advertiu.
Consultado a respeito de quem deveria ser mais criticado por esta onda de violência, se palestinos ou israelenses, o chefe da diplomacia americana se negou a "apontar com o dedo" algum dos dois campos.
"Continuamos destacando a importância de que todas - todas - as pessoas responsáveis condenem a violência de cada um dos lados e se abstenha de realizar declarações que envenenem a situação", afirmou.
Kerry lembrou que conversou no fim de semana com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente palestino, Mahmud Abbas, para expressar sua "profunda preocupação" sobre os enfrentamentos mortais em Israel e na Cisjordânia.
Os ataques desta terça-feira fazem parte de uma escalada de violência nas últimas duas semanas que geraram o temor sobre o início de um terceiro levante palestino em larga escala ou "intifada".
Após as mortes desta terça-feira, Netanyahu advertiu que se proponha usar "todos os medios" ao seu alcance para restabelecer a ordem.
A violência que castiga os territórios palestinos há meses se intensificou desde 1º de outubro quando supostos membros do Hamas mataram a tiros um casal de colonos judeus na Cisjordânia na frente de seus filhos.
Desde então sete israelenses e mais de 25 palestinos morreram, entre eles vários dos autores dos ataques.
