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Estado de Minas

Grandes datas da história da Catalunha


postado em 27/09/2015 12:37

Estas são as principais datas da história da Catalunha, região do noroeste da Espanha que realiza suas eleições legislativas neste domingo, apresentadas pelo governo regional e seus aliados como um plebiscito para iniciar seu caminho rumo à independência.

1479: os reis católicos Fernando e Isabel estreitam a união entre as coroas de Castela e Aragão, da qual a Catalunha dependia, firmando os pilares da coroa espanhola.

11 de setembro de 1714: durante a guerra de sucessão pelo trono da Espanha entre o duque francês Philippe d'Anjou e Carlos da Áustria, Barcelona sucumbe após um longo cerco às tropas franco-espanholas e a Catalunha perde suas instituições de autogoverno. A data, hoje em dia, marca a festa nacional da Catalunha.

Abril de 1931: com a proclamação da Segunda República Espanhola (1931-1939), a Catalunha recupera suas instituições de governo, aprova um Estatuto de autonomia (1932) e o idioma catalão ganha status oficial ao lado do castelhano.

24 de janeiro de 1939: as tropas do general Francisco Franco tomam Barcelona após dois anos e meio de guerra civil. As instituições catalãs são suprimidas e é proibido o uso público do catalão até 1975, data da morte do ditador.

Setembro e outubro de 1977: restabelecimento provisional do governo regional e retorno do presidente catalão em exílio durante a transição para a democracia.

6 de dezembro de 1978: referendo para ratificar a Constituição espanhola, que se fundamenta "na indissolúvel unidade da Nação Espanhola" e "reconhece e garante o direito à economia das nacionalidades e regiões que a integram". Na Catalunha, o apoio foi de 90%.

25 de outubro de 1979: os catalães aprovam em referendo seu novo estatuto de autonomia regional, que define o catalão e o castelhano como línguas oficiais. Este estatuto lhes permitiu assumir competências em educação, saúde, política linguística e cultura, e incluiu a criação de uma polícia própria.

18 de junho de 2006: os catalães aprovam em referendo um novo estatuto que amplia a autonomia da região, negociado com o governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero e aprovado pela justiça espanhola. O estatuto, que define a Catalunha como nação, é levado ao Tribunal Constitucional pelo Partido Popular, do conservador Mariano Rajoy.

13 de setembro de 2009: a cidade de Arenys de Munt torna-se o primeiro de centenas de municípios que organizam votações simbólicas sobre a independência da Catalunha.

28 de junho de 2010: o Tribunal Constitucional anula uma parte do estatuto catalão e deixa "sem valor jurídico" a definição da Catalunha como nação. Centenas de milhares de catalães se manifestam em Barcelona ao grito de "somos uma nação, nós decidimos".

Setembro de 2012: após uma grande manifestação independentista em Barcelona, o chefe de governo espanhol Mariano Rajoy nega-se a negociar uma maior autonomia fiscal para a Catalunha com o presidente regional Artur Mas - que convoca eleições em novembro com a promessa de realizar um referendo.

25 de novembro de 2012: Artur Mas ganha as eleições mas sem maioria absoluta. Em segundo lugar ficam os independentistas progressistas do ERC e os partidos comprometidos com um referendo superam amplamente a maioria absoluta.

9 de novembro de 2014: Cerca de 2,3 milhões de catalães votam em um referendo simbólico - declarado inconstitucional por Madri. Quase 1,9 milhões (80%) votam pela independência, embora a participação supere apenas 37% do censo.

27 de setembro de 2015: eleições regionais antecipadas convocadas por Artur Mas para convertê-las num plebiscito a favor ou contra o lançamento de um processo de separação que termine com a constituição da República Catalã em 2017.

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