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Estado de Minas

S&P declara Ucrânia em 'moratória parcial'


postado em 25/09/2015 18:25

A agência de classificação de risco Standard & Poor's declarou nesta sexta-feira a dívida soberana da Ucrânia em 'moratória parcial' devido às negociações de reestruturação da dívida do país devastado pela guerra.

A Ucrânia vem lutando com sua dívida desde que entrou em uma profunda depressão econômica após o início da guerra com rebeldes pró-russos no centro industrial no leste do país no início do ano passado.

A moratória significa, segundo a Standard & Poor's, que a Ucrânia não vai pagar completamente sua dívida com todos os detentores de títulos. O rebaixamento afeta apenas os títulos emitidos em moeda estrangeira, que já havia sido classificado como vulnerável à moratória.

A Ucrânia convidou os credores para uma reunião de restruturação da dívida em 14 de outubro com uma oferta que incluiria 20% de abatimento no montante devido e o atraso de US$11,5 bilhões em pagamentos sobre o capital até depois de 2019, afirmou a agência em um comunicado.

A oferta da Ucrânia inclui uma emissão de um título de 20 anos cujo retorno aos investidores dependerá do crescimento econômico do país, afirmou a S&P.;

"O convite da Ucrânia constitui o início do que consideramos ser uma aflita reestruturação da dívida", afirmou a Standar & Poor's, que alertou sobre o iminente rebaixamento da situação da moratória no mês passado.

Se a negociação de reestruturação da dívida com os credores for bem sucedida, a classificação da Ucrânia aumentará para mostrar que não está mais em moratória, mas ainda vulnerável ao default, informou a agência.

A disputa do governo pró-Ocidente com seus credores comerciais pareceu resolvida no mês passado, quando as partes chegaram a um acordo em que os dois lados foram beneficiados.

Entretanto, o acordo de agosto está à beira de ser derrubado por um pequeno grupo de credores privados que saíram perdendo.

Em agosto, a ministra ucraniana da Economia, Natalie Jaresko, coroou mais de cinco meses de exaustivas discussões com Franklin Templeton e três outros titãs das finanças ao assinar um acordo de restruturação que corta a dívida de Kiev por um quinto.

As discussões foram longas até alcançar o número de US$ 15,3 bilhões de corte de custos que o Fundo Monetário Internacional estabeleceu em troca de um resgate de um pacote global de US$40 bilhões sob estritas condições para os próximos quatro anos.

Mas tais negociações excluíram um pequeno grupo de investidores que incluía Aurelius Capital Management - o mesmo fundo especulativo americano que está batalhando a dívida do governo argentino.

O fundo Aurelius está particularmente insatisfeito porque detém títulos que vencem nos próximos meses. Teria, portanto, que esperar muito mais tempo para um retorno de seus investimentos do que o Templeton e outros credores de fundos europeus com vencimento em datas posteriores.


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