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Estado de Minas

Exilados e prefeito de Miami criticam Papa por não falar com dissidentes em Cuba

Durante sua visita a ilha caribenha, o pontífice também não se reuniu com opositores do governo


postado em 24/09/2015 16:50 / atualizado em 24/09/2015 18:03

(foto: AFP PHOTO/MOLLY RILEY )
(foto: AFP PHOTO/MOLLY RILEY )

O prefeito de Miami, Tomás Regalado, e uma organização do exílio cubano na cidade criticaram, nesta quinta-feira, o papa Francisco. Segundo eles, o pontífice se reúne nos Estados Unidos com pessoas marginalizadas, mas em Cuba não recebeu dissidentes.

"O papa se reúne com os sem-teto em Washington e Nova York, teria sido um gesto extraordinário se tivesse se reunido com alguns detidos em uma prisão cubana", disse Regalado a jornalistas.

"É um contraste muito lamentável ver como o Papa em uma democracia como os Estados Unidos se reúne com os marginalizados. No entanto, em uma ditadura ignora os marginalizados, ignora os perseguidos (...) e escolhe confraternizar apenas com o regime ditatorial", disse Orlando Gutiérrez Boronat, do Diretório Democrático Cubano.

"O papa Francisco está totalmente errado em sua política com Cuba", disse o diretor da organização do exílio, que, assim como o prefeito de Miami, foi crítico da aproximação entre Estados Unidos e Cuba, um processo que o pontífice argentino ajudou a materializar com uma mediação discreta.

Depois de uma visita a Cuba, Francisco se encontra nos Estados Unidos, onde além de ter se encontrado com o presidente Barack Obama e feito um discurso no Congresso, planeja várias atividades religiosas e encontros com os mais desfavorecidos da sociedade, incluindo imigrantes, sem-teto ou presos.

Na ilha de regime comunista não se reuniu com opositores.


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