Os centros de registro e acolhimento de imigrantes procedentes da Itália e da Grécia, os chamados "hotspots", serão instalados até o fim de novembro - anunciou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, nesta quarta-feira à noite, em Bruxelas.
"Nós todos nos pusemos de acordo sobre o fato de que os 'hotspots' serão instalados até o final de novembro", declarou Tusk, após uma cúpula extraordinária de chefes de Estado e de Governo, dedicada a buscar uma resposta da UE para a crise migratória.
Esses centros "também devem organizar o retorno dos imigrantes" que não conseguirem o status de refugiados, declarou o presidente francês, François Hollande.
"Esses centros teriam diferentes missões: o registro, a orientação e a acolhida, assim como o retorno", completou Hollande, acrescentando que a França vai dispor de "100 milhões de euros em dois anos" para ajudar os refugiados.
Tusk também confirmou que os países-membros da UE concordaram em mobilizar pelo menos 1 bilhão de euros adicionais para as agências das Nações Unidas, como o Acnur, ou o Programa Mundial de Alimentos, que ajudam os refugiados sírios nos acampamentos da Turquia, Jordânia, ou do Líbano.
