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Estado de Minas

Transição para matriz 100% renovável é competitiva e cria empregos


postado em 22/09/2015 19:22

Abandonar completamente das energias fósseis até 2050 em favor de energias renováveis criaria milhões de empregos em todo o mundo e seria competitivo em termos de custos - afirma o Greenpeace em relatório divulgado na última segunda-feira.

"O investimento necessário" para atingirmos a meta de 100% de energias renováveis "é mais do que factível pelas economias futuras", escreveu a ONG no documento realizado com o Centro Aeroespacial Alemão e intitulado "Energy (R)Evolution 2015 - 100% renewable energy for all" (100% de energias renováveis para todos, ndlr).

O cenário "Energy (R)Evolution" prevê o abandono o quanto antes do carbono, do petróleo, do gás e da energia nuclear para chegar a uma matriz 100% renováveis em 2050. Esta transição requer investimentos de 1,6 bilhões de dólares por ano até lá, estima o relatório - o equivalente ao PIB anual da Coreia do Sul ou da Austrália.

"As indústrias de energia solar e eólica chegaram à maturidade e são competitivas com o carbono em termos de custo. É provável que elas ultrapassem a indústria do carbono em termos de empregos e fornecimento de energia na próxima década", estimou o principal autor do estudo, Sven Teske, do Greenpeace, em comunicado.

Cerca de 80% da energia produzida no mundo provém de combustíveis fósseis, lembra o relatório.

No curto prazo, as tecnologias necessárias para as energias renováveis "aumentam um pouco o custo de produção de eletricidade", ressaltou o texto.

Mas "em alguns países, como a China e Índia, o cenário Energy (R)Evolution é econômico desde o início e mais em conta do que as fontes de energia convencionais até 2020".

E com o aumento previsto do preço das energias convencionais (carbono, gás, petróleo), o custo das energias renováveis "será economicamente favorável em todas as regiões do mundo até 2030", afirma o relatório.

Segundo os autores, a passagem para uma matriz 100% renovável levará à criação de milhões de empregos.

Até 2030, o setor da energia solar, por exemplo, "poderia empregar tantas pessoas quanto a indústria do carbono hoje, mais de 9,5 milhões".

Segundo o documento, até 2030 o número de "empregos no setor eólico será multiplicado por dez, passando de 700.000 atualmente para mais de 7,8 milhões - duas vezes mais do que nas indústrias do petróleo e gás combinadas".

O acordo esperado na conferência de Paris sobre o clima no final do ano "deve dar uma visão a longo prazo para eliminar o carbono, o petróleo, o gás e a energia nuclear até a metade do século, para atingir o objetivo de uma matriz 100% renovável, com uma energia acessível a todos", estima o diretor-executivo internacional do Greenpeace, Kumi Naidoo, no comunicado.


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