Uma plataforma mais estável: o pedido não é complicado, mas o campeão olímpico de tiro ao arco, o sul-coreano Oh Jin Hyek o considera crucial para a prova, que será disputada daqui a um ano no no sambódromo do Rio de Janeiro.
O evento teste serve para isso, para melhorar as instalações antes do evento. A partir desta terça-feira e por uma semana, 128 arqueiros -64 homens e 64 mulheres, entre eles membros da elite do esporte-, disputam um torneio de exibição para testar as instalações olímpicas.
O barulho é uma das principais preocupações, porque o sambódromo do Rio é rodeado de avenidas muito movimentadas.
Paredes acústicas foram instaladas para reduzir o barulho oriundo das ruas, mas algumas buzinadas puderam ser ouvidas durante a competição.
No geral, os atletas se mostraram satisfeitos.
"Estou na minha praia", explicou o holandês Sjef Van den Berg.
Porém, a vibração do tablado da plataforma de um metro construída para os arqueiros precisa ser aperfeiçoada.
"Sinto dificuldade, porque tivemos que lidar com essa plataforma que foi levantada, já que o piso não é plano. Quando eu estava parado para atirar, ela se moveu um pouco, prejudicando a concentração e um bom resultado", explicou o sul-coreano Oh, nas palavras de um intérprete.
A prova é normalmente disputada sobre grama, mas como o asfalto do sambódromo não tem uma superfície totalmente plana, os tiros são realizados a partir de uma estrutura montada.
"A plataforma garante que todos os atletas atirem nivelados com igualdade de condições, além de melhorar a visibilidade do público das tribunas", explicou Rodrigo Rangel, gerente geral de instalações do sambódromo, citado no site do Jogos Olímpicos do Rio.
Para o campeão sul-coreano, de 34 anos, "seria melhor um piso mais duro para acabar com esse movimento".
Os organizadores afirmaram que se reunirão com as federações internacionais no intuito de receber opiniões dos atletas para fazer os ajustes necessários.
