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Estado de Minas

Dois sacerdotes suspeitos de pedofilia são suspensos nos EUA


postado em 03/09/2015 16:40

Uma arquidiocese americana - cujos bispos titular e auxiliar foram afastados pelo papa de suas funções por serem acusados de encobrir um sacerdote acusado de pedofilia - anunciou nesta semana que suspendeu de suas funções dois sacerdotes suspeitos de agressões sexuais contra menores.

Os dois anúncios ocorreram às vésperas da visita do papa Francisco aos Estados Unidos, que começará no próximo 22 de setembro. Francisco tem adotado severas medidas contra a pedofilia, cujas crescentes denúncias têm afetado gravemente a imagem da Igreja Católica nos último anos.

"O padre Joseph Gallatin foi afastado de sua função e seu caso, que implica denúncias de agressões sexuais a um menor, foi enviado a Roma", declarou em um comunicado a arquidiocese de Saint Paul e Minneapolis (norte) em um comunicado emitido na quarta-feira.

A arquidiocese explica que as denúncias contra este sacerdote começaram em 1998 e após "informações adicionais" recebidas no ano passado, decidiu-se afastá-lo de suas funções, o que implica que não poderá celebrar missas, vestir camisa clerical romana ou se apresentar como sacerdote.

A mesma arquidiocese havia anunciado no sábado que denunciou à polícia e suspendeu temporariamente outro sacerdote, Robert Fitzpatrick, por abuso contra um menor nos anos 1980.

O papa Francisco aceitou em junho a demissão dos dois bispos que lideravam esta diocese de Minnesota, o arcebispo John Clayton Nienstedt e seu vice, Lee Anthony Piché, como exigiam grupos de vítimas de abusos sexuais por parte de sacerdotes.

A justiça americana acusou o arcebispo de ter ignorado as repetidas denúncias contra um sacerdote, Curtis Wehmeyer, atualmente na prisão após ser condenado pelo abuso de dois menores.

Em abril, outro bispo americano, Robert Finn de Kansas City (centro), teve que renunciar depois que a justiça o declarou culpado por não denunciar outro sacerdote pedófilo.

A Santa Sé anunciou em junho a criação de uma nova instância eclesiástica para sancionar os bispos culpados de negligência com os padres sob sua autoridade.

Em julho passado, a Santa Sé abriu pela primeira vez um julgamento contra um prelado (líder eclesiástico) acusado de abusos sexuais a menores, o polaco Józef Wesolowski, que foi núncio (embaixador do papa) na República Dominicana e morreu no último 28 de agosto.

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