Os líderes de países dos Bálcãs se reúnem nesta quinta-feira, em Viena, com a presença da chanceler alemã Angela Merkel, para buscar uma solução para a maior crise migratória enfrentada pela Europa desde o final da II Guerra Mundial.
A reunião acontece um dia depois que Merkel voltou a classificar de abjetos os atos de violência xenófobos em seu país e em meio a criticas contra a União Europeia pela ausência de uma resposta coordenada para a crise.
Também acontece no mesmo dia em que cerca de 50 corpos de migrantes foram achados em um caminhão numa rodovia da Áustria.
Em meio ao encontro, Merkel afirmou que a descoberta dos cerca de 50 corpos de migrantes em um caminhão abandonado em uma rodovia na Áustria é um alerta para a Europa, que deve resolver a crise dos imigrantes.
"Estamos comovidos com esta terrível notícias, segundo a qual 50 pessoas morreram quanto estavam em busca de segurança", declarou Merkel em Viena, onde participa em uma cúpula sobre os Bálcãs.
"É um alerta para começarmos a trabalhar, resolver os problemas e demonstrar solidariedade", acrescentou.
O veículo, que continha entre 20 e 50 corpos, foi encontrado em uma área de descanso de uma estrada do estado de Burgenland (leste), disse um porta-voz da polícia, Hans Peter Doskozil, em uma coletiva de imprensa com a ministra do Interior, Johanna Mikl-Leitner.
"Esta tragédia afeta a todos nós profundamente", declarou Mikl-Leitner. "Os traficantes de seres humanos são criminosos".
Entre os participantes na cúpula, estão representantes da Macedônia e Sérvia,as duas nações pelas quais transitam o maior número de migrantes para a Europa ocidental, na chamada "rota dos Bálcãs".
