Wall Street fechou com uma queda superior a 3,5% nesta segunda-feira negra em que os mercados mundiais entraram em pânico diante do enfraquecimento econômico da China. Maior praça da América Latina, a Bolsa de São Paulo acompanhou a tendência, fechando em baixa de 3,03%.
O índice Dow Jones Industrial Average teve sua pior queda em uma única sessão desde agosto de 2011 ao perder 3,58% (588,57 pontos), a 15.871,28 unidades. Uma baixa tão acentuada não era registrada desde fevereiro de 2014.
Para o Nasdaq, o dia foi ainda pior: o índice tecnológico teve baixa de 3,82%, 179,79 pontos, a 4.526,2 unidades. O índice ampliado S&P; 500 recuou 3,94%, a 1.893,21 pontos, entrou em "fase de correção", que acontece depois de uma acumulação de perdas de 10% ou mais.
Embora esta seja a primeira vez que o Dow Jones perde mais de 200 pontos em três sessões consecutivas, segundo a rede de TV ABC, as autoridades americanas demonstraram calma.
O departamento do Tesouro disse estar atento à evolução dos acontecimentos e que está em permanente comunicação com os organismos reguladores e com os atores do mercado.
A sessão foi especialmente tensa até os últimos minutos. O índice de volatilidade VIX, conhecido como "índice do medo", chegou, rapidamente, a alcançar o nível mais alto desde fevereiro de 2009, auge da recessão dos Estados Unidos.
Cinco minutos depois da abertura da sessão, o Dow Jones caiu 6,62%. No entanto, depois se recuperou e às 17H10 GMT (14H10 de Brasília) registrava uma queda de apenas 0,60%. Mais tarde, no entanto, a queda voltou a se acentuar.
É a primeira vez em 47 meses que o índice S&P; 500 entra em correção; um fenômeno que acontece a cada 18 meses, garante Sam Stovall, analista da Standard and Poor's Capital IQ.
"O fato de que a gente tenha conseguido reverter as perdas do início do dia é um bom sinal de que provavelmente nos aproximamos do final do movimento de queda", avaliou Peter Cardillo, da Rockwell Global Capital.
"Os mercados têm vendido muito", opinou Stovall.
"A única certeza é a de que haverá muita volatilidade, tanto para a alta como para a baixa", comentou Michael James, da Wedbush Securities.
O mercado americano teve uma queda menor do que as de outras praças financeiras.
"Nos antecipamos às quedas dos mercados asiáticos e europeus com as grandes baixas de quinta e sexta-feira (da semana passada)", lembrou Sam Stovall.
As principais praças financeiras europeias fecharam com fortes quedas. A bolsa de Londres caiu 4,67%, Frankfurt recuou 4,70% e Paris registrou uma baixa de 5,35%.
Xangai liderou a queda geral das bolsas, com uma recuo de 8,49%, depois de ter registrado uma baixa de 9% durante a sessão.
Em Tóquio, o índice Nikkei fechou com uma queda de 4,61%, atingindo o seu patamar baixo em seis meses, depois de cinco sessões consecutivas no vermelho. O contágio chegou até a Bolsa de Taiwan, que fechou com queda de 4,84%, e Hong Kong, que perdeu mais de 5%.
A Bolsa de São Paulo fechou com queda de 3,03%. Seu principal indicador, o Ibovespa, fechou em 44.336 pontos, moderando suas perdas depois de cair 6,49% na abertura.
