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Estado de Minas

Eurozona registra desaceleração no segundo trimestre


postado em 14/08/2015 10:25

O crescimento na zona do euro registrou uma desaceleração no segundo trimestre, em parte pela estagnação da economia francesa, enquanto a Alemanha registrou bons resultados, mas abaixo do esperado.

O crescimento do PIB de toda a zona do euro cresceu 0,3% entre abril e junho, contra 0,4% no primeiro trimestre, indicou nesta sexta-feira a agência europeia de estatísticas Eurostat em sua primeira estimativa.

Este valor é levemente inferior às expectativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que previam 0,4%.

Em ritmo anual, o PIB cresceu 1,2% na zona do euro.

Os números do segundo trimestre mostram "uma discrepância entre o forte crescimento na Alemanha e a estagnação na França", aponta Jennifer McKeown, da Capital Economics.

Os dados "confirmam o fato de que a França ultrapassar a Alemanha no primeiro trimestre foi uma exceção".

A Alemanha, motor tradicional do crescimento europeu, registou um alta do PIB de 0,4%, uma ligeira aceleração em relação ao primeiro trimestre (0,3%), enquanto os analistas esperavam 0,5%. A França, com um crescimento nulo (0,0%), decepcionou após um forte crescimento de 0,7% no primeiro trimestre.

Por sua vez, a situação é contrastante entre a Espanha, que registrou um sólido crescimento de 1,0%, e as demais economias, como a Finlândia. Neste país, a recessão continua com uma queda de 0,4% no PIB, deixando pouca esperança de um retorno ao crescimento em 2015 após dois anos de declínio do PIB em 2012 e 2013 e estagnação em 2014.

Holanda (+0,1%) e Itália (+0,2%) apresentam um desempenho modesto, embora no caso da Itália "seja a primeira vez que a economia está crescendo por dois trimestres consecutivos desde meados de 2011", observa Jennifer McKeown.

Quanto à Grécia, o seu desempenho trimestral surpreendente, com crescimento de 0,8%, é uma anomalia porque "os consumidores gregos esvaziaram as suas contas bancárias e gastaram seu dinheiro em bens duráveis, por medo de um possível 'Grexit', uma saída da Grécia da zona do euro, segundo Peter Vanden Houte.

Em toda zona, os investimentos empresariais também podem ter contribuído positivamente para o crescimento no segundo trimestre, enquanto o consumo, sustentado no primeiro trimestre pela forte queda dos preços da energia, viu seu crescimento desacelerar na primavera, em meio a alta dos preços do petróleo, de acordo com o analista.

Mas o crescimento na região continua bem abaixo dos níveis pré-crise. E é por esta razão que "o programa do BCE de compra de ativos provavelmente continuará até o fim, e que outras medidas serão necessárias".

Jennifer McKeown espera, por sua vez, que "a economia da zona do euro continue a se expandir, liderada por um forte crescimento na Espanha e a solidez da economia alemã". Mas as previsões "deixam pouca esperança de uma aceleração da recuperação" e o crescimento poderia vacilar no segundo semestre, antecipa.

O escritório europeu Eurostat publicou nesta sexta uma segunda estimativa para a inflação na zona do euro em julho, muito baixa em 0,2%, bem abaixo dos objetivos do BCE.


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