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Estado de Minas

China desvaloriza iuane em mais de 1%


postado em 13/08/2015 11:16

A China desvalorizou o iuane em relação ao dólar pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira, reduzindo em mais de 1% a taxa de referência e acentuando a redução do valor de sua moeda.

A taxa de referência estabelecida pelo Banco Central chinês para o iuane em relação ao dólar foi reduzida em 1,11%, a 6,4010 iuanes, contra 6,3306 iuanes na quarta-feira, informou o China Foreign Exchange Trade System.

Na terça-feira, o iuane sofreu uma desvalorização de quase 2%, seguida por uma perda de 1,62%, na quarta.

Esta é a maior desvalorização total do iuane desde que a China estabeleceu, em 1994, o atual sistema de flutuação da moeda.

A desvalorização do iuane é encarada como uma forma de ajudar as exportações, que se tornariam mais competitivas, em um momento de desaceleração da economia. O Banco Central alega, no entanto, que é parte de uma reforma do sistema cambial, com o objetivo de aproximá-lo do mercado.

Depois da comoção que se registrou nos mercados monetários, o Banco Central insistiu que a moeda chinesa continua forte e que Pequim vai mantê-la estável.

"Atualmente, não existem bases para que o renminbi [o iuane] continue sendo desvalorizado", afirmou, em um comunicado, o vice-presidente do BC chinês, Zhang Xiaohui. "O Banco Central tem a capacidade de manter o renminbi mais ou menos estável, em um nível razoável e equilibrado".

A queda do preço nesta quinta foi menor que as registradas nos dias anteriores, à medida que a moeda foi sustentada pelas declarações do BC chinês de que será evitada uma excessiva volatilidade.

Os comentários aliviaram os investidores nos demais mercados asiáticos, que nas sessões anteriores registraram sua pior onda de vendas desde 1998, apesar de os analistas destacarem que continua havendo preocupação entre os operadores.

A China adotou esta semana uma reforma para que a cotação da moeda dependa mais de fatores de mercado, o que foi percebido como uma desvalorização motivada pela necessidade de tornar mais competitivas as exportações da segunda maior economia mundial.

"É provável que o pior já tenha passado", explicou ao canal Bloomberg News Patrick Bennett, do Canadian Imperial Bank of Commerce, com sede em Hong Kong.

"A intervenção do Banco Central acalmou o mercado Já não há uma percepção de que será indefinidamente".

A preocupação de muitos analistas é que a contínua desvalorização cause impacto em todos os fluxos do comércio mundial.

A economia chinesa cresceu 7,4% em 2014, o pior resultado em quase 25 anos, e em 2015 a desaceleração é ainda mais considerável, com um avanço de 7% no primeiro semestre, apesar de o resultado estar dentro das metas do governo.

A medida está sacudindo as Bolsas e os mercados, gerando um movimento de preocupação entre os operadores, ante o temor de impacto para as economias que têm vínculos estreitos com a China.

As autoridades chinesas mantêm um controle rígido do preço da moeda, mas já fizeram várias promessas de liberalizar o mercado.


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