Um pen-drive e um servidor que contêm cópias de e-mails de Hillary Clinton enviados e recebidos enquanto ela era secretária de Estado serão entregues ao FBI, informou a imprensa.
Clinton foi criticada por sua decisão de usar um servidor de e-mail pessoal quando era secretária de Estado, e o Escritório Federal de Investigação (FBI) começou recentemente a analisar a possibilidade de Hillary ter enviado e recebido informações classificadas a partir do servidor.
"Ela espera que o Estado e outros órgãos envolvidos no processo de análise resolvam o mais rápido possível quais e-mails são apropriados para liberar ao público, e que esta divulgação seja a mais oportuna e transparente possível", declarou o porta-voz da campanha de Hillary, Nick Merrill, à CBS News.
"Ela ordenou que sua equipe libere seu servidor de e-mail que foi utilizado durante seu mandato como Secretária do Departamento de Justiça, assim como um pen-drive contendo cópias de seus e-mails já fornecidos ao Departamento de Estado".
No mês passado, o inspetor-geral da comunidade de inteligência dos Estados Unidos descobriu que quatro e-mails enviados por meio desse servidor - em uma amostra de 40 dos 30 mil e-mails fornecidos por Clinton - continham informações que eram classificadas quando foram enviadas.
Também na terça-feira, o gabinete do inspetor-geral enviou uma carta ao senador Charles Grassley, presidente do Comitê Judiciário do Senado americano, informando ter determinado que dois destes quatro e-mails eram, de fato, altamente classificados - o que significa que a informação que eles continham era mais secreta do que se pensava inicialmente.
Esta descoberta parece ter acionado a liberação dos e-mails ao FBI na terça-feira.
Hillary, favorita para receber a indicação democrata visando as eleições de 2016, declarou ter enviado e-mails através de seu servidor pessoal por conveniência.
"Pode ter sido conveniente para ela, mas foi preocupante em vários níveis para o resto do país", declarou o republicano Trey Gowdy, chefe da Comissão Especial de Benghazi, em um comunicado.
O comitê está investigando os ataques de 2012 em Benghazi e se interessou pelos e-mails sobre o incidente que possam estar no servidor de Hillary.
"A decisão da Secretária Clinton de priorizar sua própria conveniência - e o desejo de controle - sobre a segurança da inteligência do nosso país deve preocupar todas as pessoas de boa consciência", disse Gowdy.
O Departamento de Estado tem discutido se os e-mails em questão eram classificados no momento em que foram enviados.
"Os funcionários do Departamento circularam estes e-mails em sistemas não classificados em 2009 e 2011 e, finalmente, alguns foram encaminhados à Secretária Clinton", disse o porta-voz do departamento de Estado John Kirby na terça-feira.
O pen-drive estava em posse do advogado de Clinton, David Kendall.
Foi entregue ao FBI depois que a agência determinou que ele não poderia manter as informações classificadas que acredita-se que o dispositivo carregue, de acordo com informações da imprensa americana.
Já o servidor de e-mails, segundo informações, foi previamente limpo por Hillary.
