Ao menos 30 combatentes islamitas shebab foram mortos em um ataque aéreo no sul da Somália, informou o ministério do Interior do Quênia.
"Mais de 30 (combatentes) foram mortos, incluindo terroristas entre os mais procurados", disse o porta-voz do ministério, Mwenda Njoka, em sua conta no twitter.
"Vários organizadores" de uma recente série de ataques contra o Quênia morreram neste ataque, mas não Mohamed Mohamud, conhecido como "Kuno", apresentado por Nairóbi como o principal articulador do massacre da Universidade de Garissa, que deixou 148 mortos em 2 de abril no nordeste do Quênia.
O porta-voz havia anunciado mais cedo a morte deste líder shebab. Nairóbi ofereceu uma recompensa de mais de 200.000 euros por sua captura.
O ataque aéreo foi realizado "por um drone dos Estados Unidos", informou Njoka à AFP, acrescentando que "as forças quenianas têm o hábito de transmitir informações do terreno e de inteligência para tais ataques".
Os Estados Unidos lançaram numerosos ataques com drones na Somália nos últimos anos contra comandantes islamitas, incluindo um que matou o líder dos shebab, Ahmed Abdi Godane, em setembro passado.
O ataque acontece uma semana antes de uma visita ao Quênia do presidente americano, Barack Obama, a primeira desde a sua chegada à Casa Branca.
O ataque "ocorreu às duas da manhã (de quinta-feira) perto de Jungal e Bardhere", no sul da Somália, indicou Njoka.
Autoridades locais haviam relatado anteriormente que pelo menos dois mísseis atingiram os veículos que transportavam os combatentes islâmicos.
"Ouvimos duas grandes explosões e, de acordo com nossas informações, os veículos foram alvejados perto de uma base militar shebab", declarou Abdiwahab Ali, líder de uma aldeia localizada perto do local do ataque.
Em 2 de abril, um comando de quatro pessoas atacou a Universidade de Garissa, no nordeste do Quênia na fronteira com a Somália.
Um total de 142 estudantes foram mortos durante o ataque, além de três policiais e três soldados. Os quatro supostos membros do comando foram mortos. O ataque foi reivindicado pelo shebab.
