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Estado de Minas

Credores da Grécia consideram novas propostas de Atenas uma boa base para negociação

Chefe de gabinete do presidente da Comissão Europeia tuitou mensagem positiva


postado em 21/06/2015 20:40 / atualizado em 21/06/2015 22:41


O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, apresentou novas propostas aos credores de Atenas, que as consideraram uma boa base de negociação a algumas horas de uma cúpula da zona do euro, em Bruxelas, crucial para evitar um default da dívida, com consequências imprevisíveis.

"Nova proposta grega recebida por Jean-Claude Juncker [presidente da Comissão Europeia], Christine Lagarde [diretora-gerente do FMI] e Banco Central Europeu. Boa base para fazer progressos na cúpula da zona do euro", tuitou Martin Selmayr, chefe de gabinete do presidente da Comissão Europeia.

Os credores da Grécia - União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - receberam positivamente as novas propostas de Atenas, consideradas uma "boa base" para negociar na cúpula desta segunda-feira, informou o chefe de gabinete do presidente da Comissão.

Em alemão, sua língua materna, o porta-voz também evocou um processo "com fórceps", em alusão aos partos difíceis. Por enquanto, desconhecem-se os detalhes das novas propostas da Grécia, que tenta conseguir rapidamente a liberação de 7,2 bilhões de euros para evitar o impacto da dívida antes do fim do mês.

Nesta segunda-feira, reúnem-se em Bruxelas os ministros das Finanças dos 19 países da zona do euro e depois seus dirigentes para evitar o default da dívida grega.

Pela manhã, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, tem prevista uma reunião às 11H00 locais (06H00 de Brasília) com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker; com a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde; com o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi; e com o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

Espera-se que os credores apresentem suas propostas à Grécia ainda na tarde de segunda. Durante o fim de semana, Tsipras multiplicou os contatos com líderes europeus e falou por telefone com a chanceler alemã, Angela Merkel; com o presidente francês, François Hollande, e com Juncker. Neste domingo, mais de 7.000 personas, segundo a polícia, se concentraram no centro de Atenas para protestar contra a política de austeridade.

Os manifestantes receberam a visita de diferentes personalidades do partido Syriza, no poder, em uma praça, onde se viam cartazes com dizeres como "Se não os pararmos, eles não vão parar nunca" e "Não ao euro", além de "Não se pode subornar o povo, o país não está à venda".


Solução definitiva

Por enquanto, nada veio à tona sobre o conteúdo das propostas de Tsipras, que quer "uma solução definitiva e não provisória". Em Milão, o chefe do governo italiano, Matteo Renzi, mostrou-se otimista, no entanto, e afirmou no domingo que "estão reunidas" todas as condições para um acordo "benéfico para todas as partes".

Mais do que nunca, o tempo urge. Em 30 de junho, a Grécia deve pagar ao FMI mais de 1,5 bilhão de euros, mas só poderá fazê-lo se antes receber os 7,2 bilhões de euros correspondentes à última parcela da ajuda financeira de seus credores. A possibilidade de uma saída grega da zona do euro não é nenhum tabu e, no sábado, o secretário do Tesouro americano, Jacob Lew, alertou que não se pode "saber exatamente a reação dos mercados e seu estado de ânimo se a Grécia fracassar".

A incerteza é tal que as retiradas em espécie dos bancos gregos se aceleraram e, nesta semana, foram sacados entre 4 e 6 bilhões de euros, segundo a imprensa local. Antes de viajar para Bruxelas, Tsipras presidiu, neste domingo, em Atenas, um conselho de ministros para preparar a estratégia perante os credores, que rechaçaram previamente as propostas gregas em uma série de negociações infrutíferas.

A Grécia se mantém firme a respeito de algumas condições, como não reduzir os salários e a existência de um "plano estratégico exaustivo" sobre a dívida, segundo o ministro de Estado, Nikos Pappas. Caso o programa de assistência se estenda, Pappas rechaçou que o FMI continue ajudando a Grécia junto com a UE e o BCE porque, segundo ele, o fundo tem uma "agenda unilateral e nada europeia".



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