Os países que se atreverem a congelar os ativos russos no exterior se expõem a medidas de represália, ameaçou a Rússia nesta sexta-feira, indignada com este processo de compensação para os acionistas do ex-gigante petrolífero Yukos, decidido pelo Tribunal permanente de arbitragem de Haia.
"Aqueles que se atreverem a fazer isso (congelar os ativos russos) devem entender que haverá medidas de represália", declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Vasili Nebenzia, citado pela agência Interfax, num momento em que França e Bélgica já congelaram bens russos.
Pouco depois, o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, ressaltou que era inevitável que a resposta da Rússia fosse a reciprocidade. "É a única maneira de agir no cenário internacional", declarou.
A Rússia descartou qualquer indenização, já que questiona o fundamento da decisão deste Tribunal de Haia, que condenou em julho de 2014 o Estado russo a pagar uma indenização de 50 bilhões de dólares aos acionistas do grupo Yukos, desmantelado nos anos 2000 após um processo considerado como orquestrado pelo Kremlin.
