A Guarda Costeira americana repatriou 32 migrantes cubanos interceptados no mar em precárias embarcações, em quatro eventos registrados em menos de uma semana - informou a corporação nesta quinta-feira.
Os balseiros foram devolvidos ontem à Baía de Cabañas, em Cuba, acrescentou a Guarda Costeira na nota divulgada hoje.
Em um intervalo de cinco dias, as autoridades detiveram quatro balsas perto da costa das Florida Keys, a 150 km de Cuba.
Com oito migrantes, a primeira balsa foi detectada em 6 de junho. No dia seguinte, outros dez cubanos foram localizados no mar nas mesmas condições. Os últimos dois casos aconteceram em 8 de junho, com o resgate de nove pessoas, e 10 de junho, de mais cinco balseiros.
Segundo as leis dos EUA, os cubanos que pisam em território americano podem ficar e aproveitar benefícios migratórios especiais. Se forem interceptados no mar, são devolvidos à Ilha.
O medo de que esses benefícios cheguem ao fim aumentou o fluxo de balseiros cubanos para a Flórida desde que Washington e Havana anunciaram a reaproximação bilateral após meio século de inimizade. A Guarda Costeira lembra que as leis migratórias continuam em vigor.
De acordo com a imprensa local, quatro balseiros conseguiram chegar à costa da Flórida na terça-feira, o que lhes permitirá viver nos EUA.
"Nossa principal preocupação será sempre a segurança desses imigrantes que põem suas vidas em grande perigo nessas balsas não aptas para navegação", afirmou o capitão da Guarda Costeira Mark Fedor.
Segundo números da corporação, desde outubro do ano passado, 2.712 cubanos tentaram cruzar o Estreito da Flórida, em uma perigosa travessia por um mar infestado de tubarões. No ano fiscal 2014 - de outubro de 2013 a setembro de 2014 -, foram 3.940 cubanos.
