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Estado de Minas

Pequim rejeita que migrantes chineses trabalhem em colônias israelenses


postado em 08/06/2015 08:55

A China só enviará pedreiros chineses a Israel se o Estado hebreu se comprometer a não fazê-los trabalhar nas colônias da Cisjordânia ocupada, indicou nesta segunda-feira à AFP um funcionário do governo israelense.

"Estamos negociando com a China para chegar a um acordo sobre a chegada de milhares de trabalhadores suplementares. Até o momento estas negociações tropeçaram em vários temas, como o emprego destes imigrantes nas implantações de Judeia-Samaria", o nome que os israelenses dão à Cisjordânia, afirmou este funcionário, que pediu o anonimato.

"Pequim pede que nos comprometamos que (os trabalhadores) não estarão empregados nesta região, o que representa um problema", acrescentou.

Até agora, os trabalhadores chineses viajavam a Israel no âmbito de contratos privados fechados entre empresas israelenses e chinesas. Os dois países começaram há um ano e meio negociações sobre um acordo para criar contratos de trabalho para imigrantes chineses.

O governo de Benjamin Netanyahu dificilmente poderá aceitar a condição levantada pela China ao não dispor de uma maioria no Parlamento.

O funcionário declarou que o pedido de Pequim "não tem nenhuma relação com a campanha mundial lançada pelo BDS", as siglas de Boicote, Desinvestimento e Sanções, um grupo de ONGs que pede o boicote a Israel para denunciar a ocupação dos territórios palestinos.

As construções nas colônias, onde 400.000 israelenses vivem, representam 3% do conjunto das construções em andamento em Israel, segundo o Escritório Central de Estatísticas.

Esta divergência ocorre em um contexto tenso: nos últimos dias, um grande sindicato de estudantes britânico se uniu ao BDS e os palestinos tentaram obter a suspensão de Israel da Fifa.


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