Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que a suspensão das sanções impostas ao Irã por seu polêmico programa nuclear será feita "por etapas", assim que tiver sido alcançado um acordo definitivo entre Teerã e as grandes potências.
"As sanções serão suspensas de forma progressiva e sob a condição de verificação de que o Irã cumpre seus compromissos, conforme um plano de ação completo e definitivo" que deve ser assinado antes de 30 de junho, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Jeffrey Rathke.
Mais cedo, o presidente do Irã tinha dito que o acordo final dependia da suspensão total das sanções ocidentais.
"Não assinaremos nenhum acordo se as sanções econômicas não forem anuladas por completo no dia de sua aplicação", afirmou nesta quinta-feira o presidente Hassan Rohani, em um discurso com ocasião do dia nacional da tecnologia nuclear.
"Não vamos responder cada comunicado oficial divulgado pelas autoridades iranianas ou negociar em público", disse Rathke.
O porta-voz insistiu em que o acordo-quadro alcançado em 2 de abril, em Lausanne, entre Teerã e o grupo 5+1 (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia, Alemanha e China), prevê uma suspensão gradual das sanções internacionais e estritos controles às instalações e atividades nucleares do Irã.
Após o compromisso político, as partes fixaram a data-limite de 30 de junho para um acordo final.
No entanto, Rathke esclareceu que "o processo de suspensão de sanções ou o alívio começará logo depois de que o Irã tenha completado seus principais passos nucleares e o tempo de ruptura seja aumentado a pelo menos um ano", disse, referindo-se ao tempo estimado que o Irã precisaria para desenvolver uma arma nuclear.
"Assim, isto é consistente com o que dissemos na última semana mais ou menos e com o que foi acordado por toas as partes em Lausanne", esclareceu.
