Um juiz espanhol propôs nesta quinta-feira processar onze funcionários, militares e policiais marroquinos por crimes de genocídio no Saara Ocidental entre 1975 e 1991, segundo a ordem judicial publicada.
O juiz Pablo Ruz, da Audiência Nacional (principal instância penal espanhola), considera que "há indícios racionais de criminalidade contra" os processados por atos como assassinatos, detenções ilegais ou torturas, e propõe que sejam julgados por estes crimes, a pedido da promotoria.
Entre os processados encontra-se o governador da Administração Territorial do Ministério do Interior marroquino até 1997, Abdelhafid Ben Hashem; o governador de Smara entre 1976 e 1978, Said Uassu (que pode ter falecido, segundo o documento), o sucessor de Uassu à frente de Smara, Hassan Uyshen; o atual interventor geral adjunto do diretor de Polícia judicial na Direção-Geral da segurança nacional em Rabat, Brahim Ben Sami, o chefe da segurança em Dajla, Hariz El-Arbi; o coronel das Forças Armadas Abdelhak Lemdaur e o atual coronel da Gendarmaria Real, Driss Sbai.
Contra todos eles, o juiz ordenou sua "busca, detenção e ingresso na prisão".
Além disso, processou o coronel Lamarti, Muley Ahmed Alburkadi, Bel Laarabi e Abdelghani Ludghiri, dos quais o Marrocos pede o fornecimento de dados para sua identificação correta.
