Bogotá iniciou na manhã desta quinta-feira um dia pela paz e pelas vítimas do conflito armado que atinge a Colômbia há mais de meio século, com vários atos simbólicos que contam com a participação do presidente Juan Manuel Santos.
No primeiro evento do dia, Santos deixou flores pelos mortos no conflito armado, acompanhado de sua esposa, María Clemencia Rodríguez, e de membros de seu gabinete, como o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, e da Fazenda, Mauricio Cárdenas.
"Hoje estamos lembrando as vítimas desta guerra absurda na qual nos envolvemos durante 50 anos ou mais, e que por fim estamos vendo a possibilidade de uma paz", disse Santos após depositar as flores, em referência aos avanços nos diálogos de paz que seu governo realiza desde 2012 com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, comunistas).
O presidente iniciou posteriormente uma primeira etapa da marcha planejada para esta quinta-feira pelas ruas da capital para se dirigir a um terreno no centro da cidade e colocar - junto ao prefeito de Bogotá, o esquerdista e ex-guerrilheiro Gustavo Petro - a primeira pedra de um museu em homenagem às vítimas do conflito.
Também com Petro, Santos planejou acender imediatamente depois uma "chama pela paz", na companhia de líderes sociais e vítimas.
Milhares de pessoas que se reuniam desde cedo nas ruas de Bogotá, muitas delas vestidas de branco ou com cartazes alusivos à paz, esperavam o fim dos atos oficiais para marchar junto a Petro e a outros líderes de esquerda a um parque, onde estão programados discursos e atos culturais até o fim do dia.
Santos, presidente de centro-direita reeleito em 2014 com o mandato de assinar a paz com as Farc, a principal guerrilha do país, não planejava, no entanto, seguir acompanhando a marcha ou acompanhar os eventos posteriores, organizados pela prefeitura de Bogotá.
O jogador de futebol argentino Diego Armando Maradona, que na sexta-feira disputará uma partida pela paz da Colômbia, era esperado na marcha.
As mobilizações nas ruas pela paz e as vítimas irão ocorrer durante o dia em outras cidades do país.
A Colômbia vive um conflito armado que envolveu guerrilhas, paramilitares, forças militares e grupos de narcotraficantes, e que deixou oficialmente ao menos 220.000 mortos e mais de cinco milhões de deslocados.
