
Charleston, Estados Unidos, 08 - Um dramático vídeo que mostra um policial branco da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, atirando contra um homem negro que estava fugindo, levou as autoridades norte-americanas a apresentarem uma acusação de homicídio contra o agente, em meio a indignação da população por uma série de mortes de homens negros desarmados causadas pela polícia. O policial foi preso e, se condenado, poderá pegar de 30 anos a prisão perpétua.
O prefeito da cidade de Charleston, Keith Summey, anunciou a acusação contra Slager em uma coletiva de imprensa ontem. As autoridades disseram que Scott foi baleado depois de o policial já ter o atingido com uma arma de choque, após uma operação policial na rua no último sábado. A abordagem foi provocada por um defeito na luz de freio no carro de Lamer. "Quando você faz algo errado, não importa se você está atrás de um escudo ou é um cidadão comum. Você tem que arcar com as consequências", disse o prefeito.

De acordo com o advogado da família, L. Chris Stewart, Walter Scott pode ter tentado fugir por falta de pagamento de pensões aos filhos, o que pode levar à prisão na Carolina do Sul até que o valor seja pago. Scott tinha quatro filhos, estava empregado e não possuía passagem pela polícia.
O tiroteio ocorreu em meio a um debate nacional sobre as questões de confiança entre as autoridades policiais e as comunidades minoritárias. Muitos protestos, alguns violentos, ocorreram em diversas cidades no ano passado, após um policial atirar e matar um garoto de 18 anos em Missouri e outro homem em Nova York. O furor aumentou após um juiz se recusar a indiciar os policiais que os mataram.
