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Estado de Minas

Onze mortos nas últimas 24h no leste da Ucrânia


postado em 17/01/2015 01:07

Onze pessoas, incluindo seis soldados, morreram nas últimas 24 horas no leste separatista pró-russo da Ucrânia, onde a violência aumenta há quase uma semana, informaram as autoridades ucranianas e as da cidade rebelde de Donetsk.

"Seis militares nossos morreram devido às hostilidades em 24 horas, outros 18 ficaram feridos", revelou o porta-voz militar ucraniano Andrei Lysenko, que também anunciou a morte de um civil em um bombardeio contra o bloqueio ucraniano.

Antes, as autoridades separatistas de Donetsk haviam anunciado a morte de quatro civis nesta cidade.

Na véspera, a intensidade dos combates no aeroporto de Donetsk impediu observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) de visitar essa infraestrutura aeroportuária.

O objetivo desses bombardeios é assumir o controle do novo terminal do aeroporto, parcialmente nas mãos das forças leais a Kiev.

A escalada da violência, iniciada há quase uma semana, segue em Donbass, embora o centro dos combates continue sendo o reduto separatista de Donetsk e seu aeroporto.

À tarde, o Exército ucraniano afirmou ter lançado uma contraofensiva para "repelir os rebeldes", mas "a batalha continua" no aeroporto. Segundo Kiev, dois soldados morreram no local.

Na capital ucraniana, o secretário do Conselho de Segurança Nacional, Olexandre Turchinov, reiterou que a Rússia conta com soldados de seu Exército regular nas fileiras separatistas - cerca de 8.500 dos 38 mil homens do lado pró-russo. Moscou nega as acusações.

Frente a essa "ameaça", o Parlamento ucraniano aprovou uma lei que prevê três ondas de "mobilização geral" em 2015. A primeira poderá começar em 20 de janeiro e afetará 50 mil pessoas.

Diante da escalada, o Conselho de Segurança da ONU se reunirá na próxima quarta-feira, a pedido da Lituânia, para avaliar a situação, informaram fontes diplomáticas em Nova York.

No encontro mantido nesta sexta-feira, em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, defenderam a manutenção de forte sanções contra a Rússia por seu apoio aos rebeldes separatistas ucranianos.

"Estamos de acordo com a necessidade de manter fortes sanções contra a Rússia até que acabe com sua agressão à Ucrânia", afirmou Obama durante uma coletiva de imprensa conjunta com Cameron na Casa Branca.


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