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Estado de Minas

Talibãs espalham violência e assumem ataques com proximidade da partida das forças da Otan

Em território afegão desde 2001, Otan deixa a região no final deste mês


postado em 14/12/2014 09:00 / atualizado em 14/12/2014 09:48

Com a esperança de estabilizar o país, o presidente Ashraf Ghani convocou os talibãs a negociar(foto: AFP PHOTO / WAKIL KOHSAR )
Com a esperança de estabilizar o país, o presidente Ashraf Ghani convocou os talibãs a negociar (foto: AFP PHOTO / WAKIL KOHSAR )
Cabul – Com a proximidade da partida das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) do Afeganistão, no fim do mês, o país se vê mergulhado numa série de atentados e ataques, aumentando as dúvidas sobre sua capacidade de enfrentar a espiral de violência. A maior parte das forças da Otan no Afeganistão, lideradas pelos Estados Unidos, e que chegaram a quase 130 mil soldados em 2010, acabará de entregar o comando às forças armadas afegãs no dia 31. Diante da iminência da data, e com a esperança de estabilizar o país, o presidente Ashraf Ghani convocou os talibãs a negociar. Mas eles rejeitam até o momento um diálogo direto com o executivo de Cabul.

Os talibãs afegãos lançaram ontem uma série de ataques sangrentos que deixaram ao menos 19 mortos, confirmando uma intensificação de suas operações com a aproximação do fim da missão da Otan no país. Na capital, Cabul, ao menos seis soldados morreram em um ataque contra um ônibus do Exército, segundo o Ministério da Defesa, que indicou que o balanço pode ser mais grave, já que muitos soldados ficaram feridos e estão hospitalizados.

O ataque foi reivindicado pelos talibãs, que já haviam assumido pouco antes o assassinato, na manhã de ontem, de um funcionário do alto escalão da Suprema Corte, também na capital. Atiqulá Raufi, chefe do secretariado da Corte, foi abatido quando saía de casa em direção ao trabalho, relatou a polícia. Ainda ontem, na província de Helmand, no Sul do país, os talibãs mataram 12 funcionários que trabalhavam na remoção de minas. “Eles atacaram com metralhadores e lança-foguetes os profissionais de desminagem quando eles estavam ocupados desativando um campo de minas”, afirmou Omar Zwak, porta-voz do governo provincial de Helmand. O presidente Ghani condenou este ataque, classificando-o de “injustificável e anti-islâmico”.

Final da missão As tropas da Otan, lideradas pelos Estados Unidos, invadiram o Afeganistão em 2001, semanas depois dos atentados de 11 de setembro, e depuseram o governo talibã que dirigia o Afeganistão desde 1996. Depois que sair, no fim deste ano, a missão de combate da Otan abrirá caminho para o “Apoio Decidido”, missão de ajuda e formação do Exército e da polícia afegãs, que lutam contra os talibãs. Cerca de 12,5 mil soldados estrangeiros, 9 mil deles americanos, seguirão no país no âmbito desta nova missão. Para o chefe do executivo afegão, Abdullah Abdullah, a retirada das tropas da Otan do Afeganistão é muito abrupta, já que o país precisa de aviões militares e apoio aéreo, declarou ele em 7 de dezembro ao jornal britânico Sunday Times.

EI controla Al-Wafa Combatentes do Estado Islâmico (EI) atacaram Anbar, no Oeste do Iraque, ontem, matando ao menos 19 policiais. O EI tomou ontem a cidade de Al-Wafa, a 45 quilômetros a Oeste de Anbar, depois de ter iniciado o seu ataque na sexta-feira. Com isso, o EI controla agora três grandes cidades iraquianas, incluindo Hit e Kubaisa. Forças policiais tentaram impedir que os militantes cruzassem a barreira de areia em torno da cidade, mas foram surpreendidos quando células de dentro abriram fogo contra elas. O EI foi acusado, ainda, de degolar quatro pessoas ontem.


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