A Rússia se opôs aos demais membros do Conselho de Segurança da ONU que queriam emitir uma declaração condenando as eleições separatistas no leste da Ucrânia, informou o embaixador do país nesta segunda-feira.
Os 15 membros do Conselho tentavam desde sexta-feira a aprovação de uma declaração conjunta, mas a Rússia se opôs.
O texto, proposto pela Lituânia, dizia que as eleições realizadas no domingo nas regiões de Lugansk e Donetsk contradizem os acordos de Minsk pactuados no dia 5 de setembro entre Kiev e os rebeldes, com o apoio da comunidade internacional.
"Tentaram ajustar o texto na sexta-feira e no sábado mas o projeto final foi bloqueado pela Rússia", explicou o embaixador ucraniano na ONU, Yuri Sergueiev.
A missão da Rússia na ONU não respondeu ao pedido da AFP para que explicasse seus motivos.
O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon criticou a organização dessas eleições na semana passada depois que a Rússia anunciou que reconheceria seus resultados.
Seis meses depois do início do conflito que deixou mais de 4.000 mortos, as autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk elegeram no último domingo seus "presidentes" e seus "parlamentos". De acordo com os organizadores das eleições isso legitima as autoridades separatistas.
O presidente francês François Hollande pediu nesta segunda-feira, do Canadá, a seu homólogo russo Vladimir Putin que não reconheça as eleições na Ucrânia, "que podem colocar em xeque a integridade territorial do país".
