
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou o novo balanço de mortos pelo vírus ebola, afirmando que o total de vítimas na Guiné, Libéria e Serra Leoa chegou a 2.097 até 5 de setembro entre os 3.944 casos registrados. Outras oito pessoas morreram na Nigéria, entre 23 casos registrados, e há 1 caso confirmado no Senegal. Com os números da Nigéria e do Senegal, o total de mortos sobe para 2.105 em um total de 3.968 pacientes.
A OMS desdobrou 202 especialistas nesse grupo de países: 70 em Serra Leoa, 59 em Guiné, 58 na Libéria, 14 na Nigéria e um no Senegal. A OMS calcula que são necessários cerca 12 mil agentes de saúde nos países afetados, além disso de cerca de 750 especialistas internacionais em febres hemorrágicas, o grupo de doenças ao qual pertence o ebola. A OMS anunciou que especialistas concordaram em usar medicamentos a base de sangue e do soro (material sanguíneo sem os glóbulos brancos e vermelhos) de pacientes que sobreviveram. Contudo, a OMS alertou que a disponibilidade desses tratamentos experimentais continua limitada e deverá levar alguns meses para acelerar a produção.
A Organização das Nações Unidas (ONU) está criando um Centro de Crise para o Ebola com a meta de interromper a transmissão em países afetados dentro de seis a nove meses e prevenir uma propagação internacional do vírus. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que Centro de Crise para o Ebola vai coordenar esforços da ONU, de organizações de assistência, governos, setor privado, instituições financeiras e outros grupos para trazer "sinergia e eficiência" a fim de encerrar o surto. “A doença está se espalhando mais rápido do que a resposta à ela. Pessoas estão cada vez mais frustradas com o fato de a situação não estar sob controle”, completou. Após encontro com líderes da ONU, Ban afirmou que US$ 600 milhões são urgentemente necessários para suprimentos de combate ao ebola na África Ocidental.
Em resposta ao apelo, a União Europeia anunciou a doação de 140 milhões de euros (US$ 181 milhões) para apoiar os quatro países da África Ocidental mais atingidos. Deste pacote de ajuda, 97,5 milhões de euros vão direto para os orçamentos desses países a fim de ajudá-los a custear serviços públicos e fortalecer suas economias, que já estão sentindo os danos vindos da epidemia. Outros 38 milhões de euros vão reforçar serviços de saúde.
A ação também vai aumentar a quantidade de suprimentos de água e materiais de higiene a serem enviados. Serão destinados 5 milhões de euros para equipar laboratórios móveis e financiar o treinamento de profissionais de saúde nesses países. "A situação está indo de mal a pior, mesmo com bravos esforços de organizações humanitárias e com assistência substancial fornecida anteriormente pela comunidade internacional, incluindo a União Europeia", disse Kristalina Georgieva, comissária europeia responsável pela Ajuda Humanitária e Resposta a Situações de Crise.
