Abuja – As organizações das Nações Unidas (ONU) e Mundial da Saúde (OMS) prometeram ontem fornecer meios “efetivos e imediatos” à Libéria para o país combater a propagação do vírus ebola. “Esta epidemia excepcional exige uma mobilização sem precedentes”, afirmou o coordenador da ONU para o combate do ebola, David Nabarro, segundo um comunicado da OMS. “Uma nova forma de coordenação permitirá garantir que os recursos adequados alcancem os setores que mais necessitam”, completou. A epidemia é mais devastadora desde a descoberta da doença, em 1976. Dois novos casos alarmantes de ebola surgiram na Nigéria, ampliando o círculo de pessoas contaminadas para além do grupo imediato de cuidadores que tratou de um passageiro de avião que estava morrendo em uma das maiores cidades da África. Um cidadão britânico que vive em Serra Leoa foi confirmado como contaminado pelo vírus ebola, anunciou ontem o Departamento de Saúde, em Londres. Na Bolívia (Santa Cruz), um cidadão vindo da África pode estar com a doença.
A epidemia segue se propagando na Libéria, país mais afetado pelo vírus, ao mesmo tempo que a morte de 13 pessoas por uma febre “de origem indeterminada” na República Democrática do Congo provoca preocupação. A Costa do Marfim anunciou o fechamento das fronteiras terrestres com Guiné e Libéria, com o objetivo de “proteger o conjunto das populações, inclusive estrangeiras, que vivem em território marfinense”. De acordo com o registro mais recente da OMS, de 20 de agosto, foram registrados 1.082 casos na Libéria, 624 deles fatais. A Libéria é o país mais atingido pela epidemia, que também afeta Serra Leoa, Guiné e, em menor escala, Nigéria. No total morreram 1.427 pessoas.
